Política

JUSTIÇA

Deputado Gilvan da Federal vira réu no STF por injúria contra Lula

Denúncia da PGR é aceita por unanimidade e parlamentar responderá por ofensas.

Teresinha Ferreira

18 de agosto de 2026 às 17:25 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • O STF tornou réu o deputado Gilvan da Federal por injúria contra Lula.
  • A decisão foi unânime pela Primeira Turma, com base em denúncia da PGR.
  • Os fatos ocorreram em abril do ano anterior, quando Gilvan desejou a morte de Lula e fez xingamentos em discurso e nas redes sociais.
  • A relatora, ministra Cármen Lúcia, afirmou que a imunidade parlamentar não se aplica a esses casos de ofensas diretas.
  • O ministro Alexandre de Moraes destacou que a imunidade não deve cobrir ofensas pessoais.
  • O ministro Flávio Dino concordou que a imunidade parlamentar não é absoluta.
  • O ministro Cristiano Zanin se declarou impedido por conflito de interesse.
  • A defesa de Gilvan pediu arquivamento com base na imunidade, mas o pedido foi rejeitado.

Agência Brasil Supremo Tribunal Federal (STF)
Supremo Tribunal Federal (STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou réu o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) nesta terça-feira (18), por injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão unânime da Primeira Turma acolheu denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os episódios ocorreram em abril do ano passado, quando Gilvan, durante um discurso na Comissão de Segurança Pública da Câmara, desejou a morte de Lula e proferiu xingamentos, que posteriormente compartilhou nas redes sociais.

Conforme a relatora, ministra Cármen Lúcia, a imunidade parlamentar, prevista na Constituição, não se aplica ao caso. "Foram excessos que levaram a ofensas diretas, alheias ao exercício do mandato", afirmou a ministra.

O ministro Alexandre de Moraes também votou a favor da denúncia, pontuando que ofensas de parlamentares têm se tornado comuns. Ele destacou que a imunidade não deve ser usada para ofensas pessoais, mas sim para discussões parlamentares.

O ministro Flávio Dino reforçou que a imunidade parlamentar não é absoluta. Durante o julgamento, o ministro Cristiano Zanin se declarou impedido por já ter atuado como advogado de Lula antes de assumir o cargo no Supremo.

A defesa de Gilvan solicitou o arquivamento da denúncia, alegando que as falas do deputado estariam protegidas pela imunidade parlamentar. Contudo, o colegiado entendeu de forma contrária e prosseguiu com a acusação.

Fonte: Agência Brasil