CRISE INSTITUCIONAL
Teresinha Ferreira
09 de setembro de 2026 às 00:07 ▪ Atualizado há 54 minutos
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) manifestou-se contra a decisão liminar que afastou o diretor-geral Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Leandro Almada da Polícia Federal.
Conforme a ADPF, o afastamento das autoridades máximas da PF deveria ser decidido pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), e não por decisão individual de um ministro. A organização acreditava que tal medida resguardaria o devido processo legal, evitando a prática de atos que pudessem ser anulados no futuro.
A entidade destacou a importância de uma decisão colegiada, especialmente quando documentos da investigação envolvem ministros da própria Corte. A falta desse procedimento pode fragilizar a estabilidade interna e a autoridade da PF.
A ADPF classificou o momento como uma "crise institucional grave" e alertou para a necessidade de serenidade e respeito aos processos legais. A decisão de afastamento foi tida como precipitada, uma vez que não havia inquérito ou ação penal em andamento contra os diretores.
A associação propôs mudanças estruturais na escolha do diretor-geral da PF, sugerindo um mandato fixo e a seleção a partir de uma lista tríplice, formada por eleição interna entre delegados. Isso garantiria maior estabilidade e autonomia à instituição.
Além disso, a ADPF apoia a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 412/2009, que busca dar autonomia funcional, administrativa e orçamentária à Polícia Federal.
Fonte: Agência Brasil