Política

Política e legislação

Câmara dos Deputados avança na criminalização da misoginia com grupo de trabalho

Deputada Tabata Amaral lidera análise do projeto que equipara misoginia ao racismo

Da Redação

05 de maio de 2026 às 20:31 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Câmara dos Deputados criou um grupo de trabalho para analisar o Projeto de Lei 896/23, que equipara a misoginia ao crime de racismo.
  • O projeto prevê penas de dois a cinco anos de reclusão e torna o crime de misoginia inafiançável e imprescritível.
  • A votação do projeto pode ocorrer ainda neste semestre.
  • Tabata Amaral destacou a importância de desmistificar o projeto e construir consenso.
  • A proposta busca combater violência contra mulheres e evitar crimes como o feminicídio.
  • A participação de parlamentares homens e a inclusão de recortes raciais no debate são enfatizadas.
  • Talíria Petrone sugeriu seminários estaduais para ampliar o diálogo, com apoio de Tabata Amaral.
  • O plano de trabalho inclui quatro audiências públicas, com tema variado, e um relatório final agendado para 10 de junho.
  • As discussões pretendem criar uma base sólida para a aprovação do projeto e seu encaminhamento para sanção presidencial.

Câmara dos Deputados avança na criminalização da misoginia com grupo de trabalho

Câmara dos Deputados instalou um grupo de trabalho na última terça-feira (5) para analisar o Projeto de Lei 896/23, da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA). O projeto propõe equiparar a misoginia ao crime de racismo, com penas de reclusão de dois a cinco anos, tornando-a inafiançável e imprescritível. A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), coordenadora do grupo, afirmou que o projeto poderá ser votado ainda neste semestre.

Durante a instalação do grupo, Amaral destacou a importância de desmistificar o projeto e construir consenso. "A lei não enfrenta babacas, mas sim quem incita a violência contra mulheres", afirmou. Ela enfatizou que é vital combater a escalada de ódio, que fundamenta crimes graves como o feminicídio.

A deputada Nely Aquino (Pode-MG) sublinhou a importância do envolvimento dos parlamentares homens no debate. Já a deputada Delegada Katarina (PSD-SE) frisou a necessidade de uma legislação clara e aplicável.

Talíria Petrone (Psol-RJ) sugeriu seminários nos estados para ampliar o diálogo com a sociedade. Sua proposta recebeu o apoio de Tabata Amaral, que destacou a inclusão do recorte racial no debate.

Plano de trabalho
O plano prevê quatro audiências públicas, com o relatório final em 10 de junho. As datas incluem:

  • 13 de maio: Ódio e aversão contra mulheres no cotidiano;
  • 20 de maio: Misoginia em rede;
  • 27 de maio: Aplicabilidade da lei;
  • 3 de junho: Propostas de avanço legislativo.

A expectativa é que, após as discussões, o texto vá à votação com uma base sólida para aprovação, seguindo para sanção presidencial se aprovado.

Fonte: Agência Câmara



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