Política

VISTOS NEGADOS

Brasil nega vistos para americanos que queriam avaliar urnas

Governo recusa entrada de oficiais dos EUA por suspeita de motivação política.

Da Redação

25 de julho de 2026 às 13:52 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Ministério das Relações Exteriores do Brasil negou vistos a dois funcionários dos EUA, Riley Barnes e Samuel Samson.
  • O governo dos EUA pretendia que os funcionários discutissem liberdade de expressão nas eleições brasileiras.
  • A visita foi vista pelo Brasil como uma tentativa de instrumentalização política.
  • A polêmica sobre as urnas eletrônicas surgiu após alegações infundadas de Flávio Bolsonaro.
  • O TSE esclareceu que as urnas não são fornecidas pela empresa venezuelana Smartmatic e são produzidas sob coordenação do próprio TSE.

Agência Brasil Ministério das Relações Exteriores
Ministério das Relações Exteriores

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou neste sábado (25) que negou vistos a dois funcionários norte-americanos. Eles são Riley Barnes, subsecretário do Departamento de Estado para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel Samson, subsecretário adjunto.

Os pedidos de visto foram negados na sexta-feira (24). O governo brasileiro foi informado da intenção do Departamento de Estado dos EUA de enviar os dois funcionários para discutir com autoridades eleitorais sobre a liberdade de expressão nas eleições de outubro.

O pedido ocorreu após um evento onde políticos brasileiros levantaram dúvidas sobre as urnas eletrônicas com diplomatas. O governo considerou a visita uma tentativa de instrumentalização política e decidiu recusar a entrada dos oficiais.

A polêmica sobre as urnas eletrônicas ressurgiu quando Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, divulgou informações falsas sobre a origem dos equipamentos, alegando sem provas que eram da empresa venezuelana Smartmatic.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou em resposta que a Smartmatic não forneceu urnas ou softwares para o Brasil. As urnas são projetadas e fabricadas sob coordenação do TSE por empresas escolhidas via licitações públicas.

Fonte: Agência Brasil