Política

DIREITA DIVIDIDA

Bolsonarista Eduardo Girão pede suspeição de Nunes Marques em ação sobre CPI do Banco Master

Senador solicita que Nunes Marques se declare suspeito devido a alegações de relação com investigados

Da Redação

08 de maio de 2026 às 16:24

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  • O senador Eduardo Girão planeja protocolar um pedido para que o ministro Kassio Nunes Marques, do STF, se declare suspeito no caso da CPI do Banco Master.
  • A decisão está ligada à operação Compliance Zero da Polícia Federal, que envolveu o senador Ciro Nogueira.
  • Girão mencionou a possível relação entre Nunes Marques e Ciro Nogueira como motivo para a suspeição.
  • Ele também defendeu a criação de uma CPMI para incluir mais parlamentares no processo.
  • Girão criticou a condução de comissões anteriores e propôs mudanças nas regras do Senado.
  • As alterações sugeridas incluem restrições para a substituição de membros próximo à votação final dos relatórios.

Bolsonarista Eduardo Girão pede suspeição de Nunes Marques em ação sobre CPI do Banco Master

Em pronunciamento no Plenário, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) informou que vai protocolar pedido para que o ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declare suspeito em ação sobre a instalação da CPI do Banco Master. A decisão segue a nova fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que teve o senador Ciro Nogueira (PP-PI) entre os alvos. Girão apontou possíveis relações entre investigados e o magistrado.

"Estamos entrando com uma arguição de suspeição do ministro Nunes Marques, que está há um mês e dez dias com nosso mandado de segurança para abrir a CPI do Banco Master", disse Girão, mencionando a amizade entre Nunes Marques e Ciro Nogueira. Ele espera que o ministro se sensibilize e se declare suspeito, dada a notoriedade do caso.

O senador também defendeu a instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI), argumentando que o formato amplia a participação de deputados e senadores. Criticou a condução de comissões anteriores e propôs alterar regras internas do Senado para evitar substituições de parlamentares na fase final de votações, permitindo que apenas os que participaram de pelo menos 75% das reuniões possam votar relatórios.

"Passa a ser vedada a substituição de membros nos 15 dias anteriores à votação do relatório final, salvo situações como morte, renúncia, perda de mandato ou licença médica", afirmou Girão, destacando a necessidade de evitar "manipulações regimentais" nas votações finais.

Fonte: Senado Notícias



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