Política

CASO MASTER

Amigo defende Ciro Nogueira, mas "não estou dizendo que ele é o rei da honestidade"

Em fala ambígua, deputado federal e aliado histórico evita "botar a mão no fogo" pelo senador e questiona se presidente do PP seria o único congressista envolvido

Da Redação

12 de maio de 2026 às 18:53 ▪ Atualizado há 22 minutos

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  • Deputado Júlio Arcoverde, aliado de Ciro Nogueira, fez declarações sobre investigações contra Nogueira.
  • Arcoverde não defendeu Ciro de forma categórica, sugerindo possível envolvimento com o Banco Master.
  • As investigações apontam repasses à família Nogueira e vantagens na compra de um triplex.
  • Arcoverde questiona se Ciro é o único congressista com relações suspeitas.
  • Sua postura indica desgaste e mudança de estratégia no Progressistas, com foco na divisão de responsabilidades.
  • As declarações refletem a gravidade da situação jurídica de Ciro Nogueira.

Senador Ciro Nogueira e o deputado federal Júlio Arcoverde
Senador Ciro Nogueira e o deputado federal Júlio Arcoverde

O deputado federal Júlio Arcoverde (Progressistas-PI), um dos aliados mais próximos e longevos do senador Ciro Nogueira, deu uma declaração que ecoou como um sinal de alerta nos bastidores políticos. Ao comentar as investigações da Polícia Federal sobre o envolvimento de Ciro com o Banco Master, Arcoverde evitou a tradicional blindagem absoluta e adotou um tom de dúvida.

"Não estou dizendo que o Ciro não possa ter uma ligação aqui, acolá com alguma coisa", desabafou o parlamentar, indicando que até mesmo o núcleo duro do partido já admite a existência de elos entre o senador e o esquema investigado.

A fala de Arcoverde surge no rastro de revelações pesadas da Operação Compliance Zero, que apontam repasses de R$ 300 mil mensais à holding da família Nogueira e vantagens na compra de um triplex de luxo em São Paulo. 

Em vez de negar as acusações de forma categórica, o deputado preferiu relativizar a conduta do padrinho político, questionando se o foco das autoridades deveria estar apenas em Ciro.

 "Vem cá, de todos os congressistas, será que só o Ciro tinha algum tipo de ligação?", indagou, em um tom que sugere que a prática pode ser comum no Congresso, mas sem isentar o colega de partido de suas próprias conexões.

A postura de Júlio Arcoverde revela o desgaste que o "Caso Master" tem provocado na base do Progressistas no Piauí. Ao afirmar que não descarta "ligações aqui ou acolá", o deputado sinaliza uma mudança de estratégia: em vez da defesa da inocência plena, o foco agora parece ser a divisão de responsabilidades com outros parlamentares. 

Nos bastidores, a fala foi interpretada como um sinal de que a situação jurídica de Ciro Nogueira é considerada grave o suficiente para que nem seus aliados mais fiéis se sintam confortáveis em garantir, de forma irrestrita, a total lisura de suas transações com o banqueiro Daniel Vorcaro.



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