Política

PEC 6X1

Alcolumbre adia discussão da PEC do fim da 6x1 no Senado

Senador mantém proposta na Mesa Diretora e não define data de tramitação na CCJ

Teresinha

11 de junho de 2026 às 15:44 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Davi Alcolumbre, presidente do Senado, reteve a PEC que acaba com a escala 6x1 na Mesa Diretora.
  • Otto Alencar, presidente da CCJ, não recebeu a PEC e uma reunião com Alcolumbre foi cancelada.
  • A PEC 221 de 2019 propõe dois dias de descanso remunerado e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas.
  • Luciana Santana comenta que a decisão é influenciada por preocupações econômicas e a proximidade das eleições.
  • Alcolumbre encaminhou uma proposta alternativa da oposição que mantém a escala de trabalho atual.
  • Governistas pressionam por votação antes do recesso legislativo em 18 de julho.
  • Oposição critica a PEC por falta de soluções para custos, mas Romário defende a ampliação de direitos.
  • Alcolumbre menciona a complexidade de aprovar propostas que ampliem gastos em ano eleitoral.

Alcolumbre adia discussão da PEC do fim da 6x1 no Senado

Davi Alcolumbre, presidente do Senado, não encaminhou a proposta de emenda à Constituição (PEC) para acabar com a escala de trabalho 6x1 à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mantendo o texto retido na Mesa Diretora.

O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), declarou que não recebeu informações sobre o envio da PEC à comissão. Uma reunião entre Alencar e Alcolumbre, programada para esta semana, foi cancelada sem nova data anunciada.

Alcolumbre também não agendou a reunião de líderes do Senado, onde planejara discutir a tramitação da proposta. Na última semana, ele indicou que abordaria o tema com as lideranças partidárias.

A PEC 221 de 2019 pretende instituir dois dias de descanso remunerado e reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas.

Segundo a cientista política Luciana Santana, da Universidade Federal de Alagoas, a decisão de Alcolumbre reflete preocupações sobre impacto econômico e resistência de setores empresariais. "É o ano eleitoral, e temas de grande repercussão social costumam ser administrados com cautela por lideranças políticas em tempos de eleição", avaliou.

Enquanto mantém a PEC do fim da 6x1 na Mesa, Alcolumbre encaminhou uma proposta alternativa da oposição à CCJ, a qual preserva a atual escala de trabalho e propõe contratações por hora.

Senadores governistas pressionam pela votação da PEC original ainda neste semestre, antes do recesso legislativo que inicia em 18 de julho. Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB) enfatizou a urgência da decisão. Da mesma forma, Teresa Leitão (PT-PE) destacou a prioridade do assunto para o país.

Por outro lado, Hermes Klann (PL-SC), da oposição, criticou a proposta, citando falta de soluções para os custos associados à redução da jornada. Entretanto, Romário (PL-RJ) defendeu a PEC, frisando a importância de ampliar direitos trabalhistas.

Apesar das discussões sobre a agenda trabalhista, Alcolumbre destacou a complexidade de pautar propostas que ampliem gastos em ano eleitoral, justificando a necessidade de cautela para evitar impactos fiscais imprudentes.

Fonte: Agência Brasil



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