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Advogado Wassef esteve com Flávio Bolsonaro antes de possível fuga aos EUA

Encontro ocorreu em Brasília na segunda-feira (26), horas após decisão de Alexandre de Moraes; Polícia Federal apura informações sobre possível saída do senador do Brasil

Por Redação

27 de outubro de 2026 às 12:54 ▪ Atualizado há 26 minutos


GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO Foto de arquivo de 1º de outubro de 2019 de Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro, durante entrevista em Brasília
Foto de arquivo de 1º de outubro de 2019 de Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro, durante entrevista em Brasília

O advogado Frederick Wassef, que já atuou na defesa da família Bolsonaro e abrigou Fabrício Queiroz em um imóvel em Atibaia (SP), visitou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na segunda-feira (26), em Brasília. O encontro ocorreu horas depois de o parlamentar ser intimado pela Polícia Federal (PF) a entregar seus passaportes por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A visita aconteceu no condomínio onde Flávio mora, mas o conteúdo da conversa não foi divulgado. O encontro também ocorreu em meio a informações publicadas pelo portal argentino Infobae sobre uma possível saída do senador do Brasil pela fronteira com a Argentina, com destino aos Estados Unidos em uma aeronave particular.

Até o momento, não há confirmação oficial de que Flávio tenha deixado o país. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a Polícia Federal passou a verificar registros de fronteira e informações relacionadas a voos entre Brasil e Argentina para apurar os relatos.

Wassef tem histórico de atuação na defesa dos Bolsonaro

A presença de Frederick Wassef chama a atenção pelo histórico de proximidade com a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O advogado já atuou na defesa de Flávio no caso das chamadas rachadinhas, investigação sobre suspeitas de devolução de parte dos salários de funcionários do gabinete que o senador ocupava na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Em 18 de junho de 2020, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio e apontado nas investigações como operador do suposto esquema, foi preso em um imóvel pertencente a Wassef, em Atibaia, no interior de São Paulo.

Na época, a localização de Queiroz ganhou repercussão nacional e provocou questionamentos sobre a relação entre o advogado e o ex-assessor. Antes da prisão, Wassef havia negado publicamente saber onde ele estava.

O processo relacionado às rachadinhas foi posteriormente arquivado após decisões judiciais que anularam provas utilizadas na investigação. Wassef, por sua vez, continuou próximo ao grupo político da família Bolsonaro.

O advogado também esteve entre os aliados que acompanharam Flávio durante as manifestações públicas após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, no domingo (25).

Moraes determinou entrega de passaportes

A visita ocorreu após Flávio ser intimado pela PF a entregar seus passaportes, em cumprimento a uma decisão de Alexandre de Moraes. A determinação também proibiu o senador de deixar o Brasil e de manter contato com o advogado Willer Tomaz.

A medida integra uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo Flávio e Tomaz. O procedimento tramita no STF, e as suspeitas ainda precisam ser apuradas.

Após receber a intimação, o senador declarou publicamente que cumpriria a determinação judicial, embora tenha questionado a decisão do ministro.

Relato sobre possível viagem aos Estados Unidos

Na madrugada desta terça-feira (27), o portal argentino Infobae publicou informações sobre uma possível viagem de Flávio aos Estados Unidos. Segundo o veículo, o senador teria atravessado a fronteira com a Argentina utilizando documento de identidade e seguido para Puerto Iguazú, na província de Misiones.

A reportagem mencionou uma aeronave particular modelo Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa argentina Baires Fly S.A. O voo teria previsão de partir para os Estados Unidos durante a madrugada.

A existência de registros relacionados à aeronave, contudo, não comprova que Flávio estivesse entre os passageiros nem que tenha embarcado para o exterior. A eventual saída do senador do Brasil permanece sem confirmação oficial, enquanto a Polícia Federal apura as informações divulgadas.

Fonte: Revista Fórum



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