SAÍDA DO PAÍS
Por Redação
27 de outubro de 2026 às 12:58 ▪ Atualizado há 1 hora
Aliados próximos da família Bolsonaro receberam, nesta terça-feira (27), a informação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o Brasil em direção à Argentina, de onde pretendia seguir para os Estados Unidos. A informação foi publicada pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Até o momento, a saída do parlamentar não foi confirmada oficialmente, e a Polícia Federal (PF) realiza diligências para verificar o que aconteceu.
Segundo a publicação, o senador teria atravessado a fronteira brasileira para chegar a Puerto Iguazú, na província argentina de Misiones. De lá, ele seguiria viagem aos Estados Unidos em uma aeronave particular.
A notícia provocou movimentação das autoridades brasileiras, que passaram a verificar registros nos pontos de fronteira e informações sobre voos entre os dois países. A apuração busca esclarecer se Flávio realmente deixou o território nacional.
Governo argentino nega registro de entrada
De acordo com a Folha, as primeiras verificações da Polícia Federal não identificaram passagem oficial do senador pela fronteira regular entre Brasil e Argentina. O governo argentino também informou que não havia registro da entrada de Flávio no país.
O portal argentino Infobae havia noticiado que o parlamentar teria atravessado a fronteira utilizando um documento de identidade e viajaria em um jato particular do aeroporto de Puerto Iguazú para os Estados Unidos.
A aeronave mencionada na reportagem é um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW. Conforme os dados de rastreamento citados pela Folha, o avião decolou de Buenos Aires na noite de segunda-feira (26), pousou em Puerto Iguazú às 23h45 e continuava no aeroporto no momento da publicação.
A presença do avião na cidade argentina, contudo, não comprova que Flávio tenha embarcado. A identidade dos passageiros e a realização da suposta viagem internacional ainda precisam ser esclarecidas.
Moraes havia proibido senador de deixar o Brasil
O caso ganhou repercussão porque, na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio entregasse seus passaportes comum e diplomático à Polícia Federal e o proibiu de deixar o país.
A decisão foi divulgada pelo próprio senador nas redes sociais, após ele afirmar que recebeu a intimação quando deixava a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília.
Na ocasião, Flávio declarou que cumpriria a ordem judicial e afirmou que nunca havia cogitado deixar o Brasil. A determinação integra um processo no STF que envolve o senador e o advogado Willer Tomaz.
Aliado nega que Flávio tenha saído do país
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio, negou inicialmente a informação de que o parlamentar teria deixado o Brasil. Segundo relatos publicados pela imprensa, há versões divergentes sobre o paradeiro do senador.
A Folha informou que, até a publicação da coluna, o paradeiro de Flávio e de sua família era desconhecido. A Polícia Federal segue verificando os registros de fronteira e os deslocamentos de aeronaves para apurar a informação.
Até o momento, não há confirmação oficial de que Flávio Bolsonaro tenha chegado à Argentina ou embarcado para os Estados Unidos.
Fonte: Folha de São Paulo
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