Luis Nassif denuncia que Sérgio Moro faz campanha contra Haddad

Juiz usou a delação de Palocci para barrar crescimento de Haddad


Sérgio Moro

Sérgio Moro Foto: Reprodução

O jornalista Luiz Nassif, em seu blog - Luiz Nassif On line -  no portal jornalggn.com.br  denuncia que "o juiz Sergio Moro decidiu entrar na disputa eleitoral de vez, ao divulgar a delação de Antonio Palocci na segunda (1º/10)", a seis dias da eleição.

"Não há praticamente nada de novo no que o ex-ministro disse contra Lula e o PT e, até agora, as já conhecidas acusações não foram suficientes para impedir que o candidato do partido venha aparecendo atrás apenas de Jair Bolsonaro nas pesquisas de opinião", escreveu Nassif..

O objetivo de Moro, segundo o articulista, é barrar o crescimento de Fernando Haddad na disputa pela Presidência do Brasil.  Mas se o ato de Moro não tem força de tirar Fernando Haddad do segundo turno da eleição, ao menos se propõe a frear o crescimento do ex-prefeito, que vinha alimentando a expectativa de terminar a votação do dia 7 já na frente de Bolsonaro. É o que avalia Helena Chagas em Os Divergentes", acrescentou Luis Nassif.

Helena Chagas postou em Os Divergentes, um artigo onde também reforça essa certeza de que Moro entgrou na campanha.

Leia o artigo:

"A seis dias das eleições, o juiz Sergio Moro levantou o sigilo sobre um dos termos de colaboração premiada do ex-ministro Antônio Palocci, que detalha o suposto loteamento de cargos na Petrobras em troca de financiamento para o PT. Moro sempre terá uma justificativa jurídica para cada um de seus atos, mas vai ficar difícil convencer alguém de que ele não está também em campanha.

A delação de Palocci, acertada em abril com a Polícia Federal, já tem muitas partes conhecidas, e não teve o efeito de tirar votos do PT ou de Lula até agora. Mas a esperança é a última que morre, e os movimentos antipetistas já se animaram.

Afinal, veremos, nos meios de comunicação, mais transcrições de gravações, depoimentos e relatos de reuniões citando Lula e outros personagens dos governos do PT, dos quais Fernando Haddad fez parte. A poucos dias de se encontrar com as urnas, na reta final da escolha, o eleitor será lembrado de tudo o que se falou de PT e Petrobras ao longo da Lava Jato. Mesmo que não tenha nada novo, isso será apresentado com estardalhaço pelos adversários.

Não se sabe se a revelação de parte da delação de Palocci terá maior influência sobre o resultado do primeiro turno da eleição, que tende a botar Jair Bolsonaro e Haddad no segundo turno. Mas pode ajudar a estancar, ou reduzir, o crescimento acelerado que poderia levar o petista a chegar em primeiro lugar à etapa final da eleição.

Acima de tudo, o que o episódio mostra é a insistência do Judiciário em marcar seu protagonismo, interferindo no processo eleitoral a qualquer dia e a qualquer hora, no papel de dono da bola que assumiu desde a Lava Jato.

Também faz parte desse efeito a queda-de-braço dentro do STF em torno da entrevista do ex-presidente Lula, autorizada por Lewandowski, cassada por Fux num raro gesto de censura à imprensa e hoje autorizada de novo por Lewandowski. Depois dizem que o Judiciário não está em campanha".

Fonte: jornalggn.com.br

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