Polícia

FEMINICÍDIO

Sargento suspeito de matar capitã tem prisão preventiva decretada

Eduardo Abner Pereira de Oliveira seguirá preso enquanto Polícia Civil conclui a investigação sobre a morte da capitã Michele Leão Azevedo, encontrada com sinais de violência em Belo Horizonte

Teresinha Ferreira

23 de julho de 2026 às 07:03 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • A Justiça de Minas Gerais decretou a prisão preventiva do 3º sargento da PMMG, Eduardo Abner Pereira de Oliveira, pelo suspeito feminicídio de sua esposa, a capitã Michele Leão Azevedo.
  • A prisão foi decretada após audiência de custódia, um dia após a prisão em flagrante, para garantir a ordem pública.
  • O caso é tratado sob segredo de Justiça a pedido da defesa.
  • Michele chegou morta ao hospital com sinais de agressão e evidências de violência, incompatíveis com a versão do marido.
  • A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte, com foco na violência física antes do óbito.
  • Eduardo alegou que Michele caiu da escada, mas laudos e evidências confrontam esta versão.
  • O sargento já foi investigado por violência doméstica anteriormente, o que agora integra a investigação.

Portal Itatiaia Justiça de Minas Gerais decretou a prisão preventiva do sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, investigado pela morte da capitã Michele Leão Azevedo
Justiça de Minas Gerais decretou a prisão preventiva do sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, investigado pela morte da capitã Michele Leão Azevedo

A Justiça de Minas Gerais decretou, na quarta-feira (22 de julho de 2026), a prisão preventiva do 3º sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, investigado pela morte da esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, de 41 anos, em um caso tratado como suspeita de feminicídio. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na Central de Audiências de Custódia (Ceac-BH), em Belo Horizonte, um dia após o militar ter sido preso em flagrante. 

O juiz Antônio Francisco Gonçalves converteu a prisão em flagrante em preventiva ao entender que a manutenção do militar na prisão é necessária para garantir a ordem pública. O processo tramita sob segredo de Justiça, a pedido da defesa, para preservar a intimidade dos envolvidos. 

Capitã chegou morta ao hospital

O caso começou na noite de segunda-feira (20 de julho de 2026). Por volta das 21h, Eduardo Abner levou Michele Leão Azevedo ao Hospital Municipal Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte, afirmando que a esposa havia sofrido uma queda de escada dentro da residência do casal. Entretanto, durante o atendimento, a equipe médica identificou diversos sinais incompatíveis com a versão apresentada pelo militar. Os profissionais constataram que Michele já chegou ao hospital sem vida e apresentava traumatismo craniano, hematomas em várias partes do corpo, marcas de agressões e um profundo ferimento na cabeça. Diante das lesões, o hospital acionou imediatamente a Polícia Militar, que efetuou a prisão do sargento ainda na unidade de saúde. 

Segundo a avaliação médica apresentada às autoridades, a capitã já estaria morta havia aproximadamente quatro a seis horas antes de dar entrada no hospital, circunstância que reforçou as suspeitas de feminicídio. 

Contradições levaram à investigação

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte. A principal linha investigativa considera que a vítima foi submetida a violência física antes do óbito. Durante os primeiros depoimentos, Eduardo Abner sustentou que Michele teria caído da escada, recusado atendimento médico e permanecido em casa até que seu estado de saúde se agravasse. A versão, contudo, passou a ser confrontada pelos laudos periciais e pelas evidências encontradas durante as investigações. 

Militar já respondeu a investigações por violência doméstica

O caso ganhou novos desdobramentos após a divulgação de que o sargento já havia sido investigado anteriormente por denúncias de violência doméstica envolvendo outras mulheres. As informações passaram a integrar a apuração conduzida pela Polícia Civil, embora não representem condenações criminais.

Fonte: CNN