Polícia

CORRUPÇÃO MILIONÁRIA

Polícia Federal investiga fraude de R$ 1 milhão em merenda escolar de São Raimundo Nonato

Operação Limos apura desvio superior a R$ 1 milhão em contratos de merenda escolar em São Raimundo Nonato; mandados foram cumpridos em três cidades piauienses.

Natalia Costa

20 de maio de 2026 às 10:04 ▪ Atualizado há 49 minutos

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  • A Operação Limos investiga fraudes em licitações de merenda escolar em São Raimundo Nonato, no Piauí.
  • O prejuízo aos cofres públicos é superior a R$ 1 milhão.
  • Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em Teresina, Picos e São Raimundo Nonato.
  • As investigações indicam o envolvimento de agentes públicos, empresários e políticos para direcionar contratos de merenda.
  • Licitações teriam cláusulas restritivas que favoreciam uma empresa específica.
  • Suspeita-se de lavagem de dinheiro, com valores desviados e movimentados para ocultar a origem e destino.
  • Parte do dinheiro teria sido usada como propina para agentes públicos.
  • Os envolvidos podem responder por peculato, fraude, associação criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

Polícia Federal Foto: PF
Polícia Federal Foto: PF

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (20), a Operação Limos, que investiga um suposto esquema de fraude em licitações da merenda escolar no município de São Raimundo Nonato, no Sul do Piauí. Segundo as investigações, o grupo teria causado prejuízo superior a R$ 1 milhão aos cofres públicos.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina, Picos e São Raimundo Nonato. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

De acordo com a Polícia Federal, a investigação aponta a participação de agentes públicos, empresários e políticos em um esquema articulado para direcionar contratos ligados ao fornecimento da merenda escolar.

As apurações indicam que os processos licitatórios continham cláusulas restritivas consideradas irregulares, o que teria limitado a concorrência e favorecido previamente uma empresa específica. Ainda segundo a PF, empresas investigadas teriam atuado de forma coordenada para garantir o resultado das licitações.

A investigação também apura suspeitas de lavagem de dinheiro. Conforme a Polícia Federal, os valores desviados teriam sido movimentados por meio de terceiros com o objetivo de ocultar a origem e o destino dos recursos.

Segundo os investigadores, parte do dinheiro teria sido utilizada para o pagamento de propina a agentes públicos envolvidos no esquema.

Os alvos da operação poderão responder por crimes como peculato, fraude em licitação, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

Fonte: Polícia Federal



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