Polícia

INVESTIGAÇÃO

Militar do exército é flagrado com arma de Jair Bolsonaro em blitz no DF

Sargento foi levado à delegacia após não apresentar documentação de arma que, segundo ele, pertenceria ao ex-presidente

Natalia Costa

16 de junho de 2026 às 10:53 ▪ Atualizado há 1 hora


Ex-presidente, Jair Bolsonaro
Ex-presidente, Jair Bolsonaro

Um militar do Exército Brasileiro, identificado como Estácio Leite da Silva Filho foi conduzido à delegacia após ser abordado em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal na noite desta segunda-feira (15), em Taguatinga. Durante a fiscalização, os policiais encontraram uma arma de fogo sem a documentação exigida, que, segundo o próprio militar, pertenceria ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a Polícia Militar, o homem dirigia um veículo oficial quando foi parado na DF-001. Durante a revista, os agentes localizaram uma arma institucional regularmente portada e uma segunda arma de fogo dentro do veículo. O militar informou não estar com o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento obrigatório para comprovar a regularidade do armamento.

O militar foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia. Após prestar esclarecimentos, ele foi liberado. O caso será investigado pela 17ª Delegacia de Polícia, e a ocorrência também foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, o militar afirmou ser sargento da equipe de segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro e declarou que a arma pertencia ao ex-chefe do Executivo. Ele relatou ainda que o armamento havia apresentado uma pane e que o retirou para realizar um reparo, com previsão de devolução nesta terça-feira (16).

A Polícia Militar ressaltou que a propriedade, a origem e a regularidade da arma apreendida serão verificadas pelas autoridades responsáveis pela investigação. Em nota, a corporação informou que a identificação de eventual vínculo do armamento com qualquer pessoa dependerá da análise dos órgãos competentes.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) esclareceu que não é responsável pela segurança de ex-presidentes da República. Segundo o órgão, os servidores que atuam na proteção dessas autoridades são indicados pelos próprios ex-presidentes e não possuem vínculo operacional com o GSI.

Fonte: G1 Globo



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