Polícia

ANIMAIS EM EXTINÇÃO

PF desarticula esquema de tráfico internacional de animais e cumpre mandados no Piauí

Investigação mira organização criminosa que atuava na captura e envio de espécies ameaçadas de extinção para o exterior

Da Redação

Quinta - 12/03/2026 às 09:38



Foto: Divulgação PF combate organização criminosa de tráfico de animais silvestres
PF combate organização criminosa de tráfico de animais silvestres

Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (12), a Operação Extinção Zero, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa transnacional suspeita de atuar no tráfico de animais silvestres ameaçados de extinção. As equipes cumprem 12 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão no Piauí, Maranhão, Bahia, Pernambuco e Pará.

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Criminal da Bahia. Segundo a Polícia Federal, a investigação começou após a apreensão, em fevereiro de 2024, de um veleiro brasileiro no Togo que transportava 17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear, espécies brasileiras ameaçadas de extinção. Os animais teriam sido retirados do Brasil com documentação internacional considerada inautêntica.

As apurações indicam que o grupo possuía estrutura organizada e divisão de funções, incluindo capturadores, financiadores, intermediários e receptadores. A organização também utilizava drones, armamentos, contas bancárias em nome de terceiros e aplicativos de comunicação criptografada, além de adotar estratégias para dificultar a identificação das atividades ilegais.

De acordo com a investigação, os suspeitos seriam responsáveis pela captura, armazenamento, comercialização e envio de ovos e animais silvestres para o exterior, incluindo espécies raras e de alto valor no mercado ilegal.

A Polícia Federal também identificou que, no último ano, o grupo teria planejado a captura de ararinhas-azuis mantidas no criadouro do programa de reintrodução da espécie no município de Curaçá, na Bahia.

Durante as diligências, a PF contou com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), responsáveis por encaminhar os animais resgatados para avaliação, reabilitação e posterior reintegração ao habitat natural.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, contrabando, receptação qualificada e crimes ambientais, incluindo maus-tratos a animais, além de outros delitos que possam ser identificados no decorrer das investigações.

Fonte: Com informações da PF

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