Polícia

MORTES VIOLENTAS

Mortes violentas caem 8,2% no Brasil em 2025, diz anuário

Feminicídios aumentam 4%, enquanto crimes como latrocínio têm queda.

Teresinha Ferreira

23 de julho de 2026 às 08:01 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Em 2025, houve uma queda de 8,2% nas mortes violentas intencionais no Brasil.
  • A taxa reduziu de 20,6 para 19,1 casos por 100 mil habitantes.
  • Foram registrados 40.775 casos, o menor número desde 2012.
  • A categoria MVI inclui homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, entre outros.
  • Houve uma tendência de redução desde 2012, quando a taxa era de 27,7.
  • Quedas significativas em homicídio doloso (10%), latrocínio (17%) e lesão corporal seguida de morte (15,2%).
  • Mortes por intervenção policial subiram 5,4% e feminicídios aumentaram 4%.
  • Feminicídios chegaram a 1.571 casos, uma taxa de 1,4 por 100 mil.
  • Tentativas de feminicídio aumentaram 5,9%, com 4.189 casos.
  • Centro-Oeste e Norte tiveram as maiores taxas de feminicídio.
  • Apesar da queda nacional, alguns estados tiveram aumento, como Rio Grande do Norte, Rondônia e Acre.
  • Amazonas e Rio Grande do Sul registraram quedas significativas.

Agência Brasil Queda de 8,2% nas mortes violentas intencionais (MVI)
Queda de 8,2% nas mortes violentas intencionais (MVI)

A 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública revela uma queda de 8,2% nas mortes violentas intencionais (MVI) no Brasil em 2025, com taxa reduzida de 20,6 para 19,1 casos por 100 mil habitantes. Foram 40.775 registros no ano passado, o menor patamar desde 2012.

A categoria MVI abrange homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes por intervenção policial, entre outros delitos. Pela primeira vez, as MVI ficaram abaixo de 20 por 100 mil habitantes, destacando uma tendência de redução desde 2012, quando a taxa era de 27,7.

Crimes como homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte tiveram quedas de 10%, 17% e 15,2%, respectivamente. No entanto, as mortes por intervenção policial subiram 5,4%, e os feminicídios, 4%. Este último atingiu o maior percentual desde 2015, com 44,4% das vítimas sendo mortas por razões de gênero.

Em números absolutos, 1.571 mulheres foram vítimas de feminicídio, uma taxa de 1,4 por 100 mil, representando 4,3 mortes diárias. As tentativas de feminicídio também cresceram 5,9%, totalizando 4.189 casos no ano passado.

As regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram as maiores taxas de feminicídio, com 9,8 e 8 por 100 mil mulheres, respectivamente. Já Sudeste, Nordeste e Sul registraram taxas mais baixas.

O anuário destaca que, apesar da redução nacional nas MVI, estados como Rio Grande do Norte, Rondônia e Acre tiveram aumento. Por outro lado, Amazonas e Rio Grande do Sul lideraram as quedas significativas.

Fonte: Agência Brasil