Polícia

DIABETES DESCOMPENSADA

Morre falsa advogada presa em Teresina por suspeita de ligação com facção criminosa

Detenta morreu após complicações causadas por diabetes descompensada, segundo a Secretaria de Justiça do Piauí

Da Redação

26 de maio de 2026 às 13:52 ▪ Atualizado há 52 minutos


Lucila Meireles Costa
Lucila Meireles Costa

A detenta Lucila Meireles Costa, de 42 anos, suspeita de atuar como falsa advogada em um esquema ligado ao Comando Vermelho (CV),  morreu na última sexta-feira (22) após passar mal enquanto estava custodiada na Penitenciária Feminina de Teresina, no bairro Santo Antônio, zona Sul da Teresina. A informação foi confirmada pela Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus).

Segundo a Sejus, Lucila estava internada desde o dia 19 de maio na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Promorar, após agravamento de problemas de saúde. Conforme a declaração de óbito emitida pelo Instituto Médico Legal (IML), ela apresentava diabetes descompensada, com quadro de hiperglicemia, acidose metabólica e respiratória.

Lucila estava presa desde fevereiro deste ano, após ser alvo da Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas com apoio da Polícia Civil do Piauí. A prisão ocorreu no Centro de Teresina.

De acordo com as investigações, ela se passava por advogada para obter acesso ilegal a informações sigilosas e corromper servidores ligados ao sistema de Justiça. A polícia apontou que o esquema teria ligação com a facção criminosa Comando Vermelho e envolvia crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e violação de sigilo.

As investigações também identificaram a existência de um suposto “núcleo político” da organização criminosa, com acesso a setores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva, os policiais apreenderam aparelhos eletrônicos, anotações e o token de acesso pertencente a uma advogada regularmente inscrita na OAB do Amazonas. Segundo o delegado Tales Gomes, da Diretoria de Operações Policiais (Deop), o dispositivo era utilizado por Lucila para acessar processos restritos.

A Operação Erga Omnes teve desdobramentos em vários estados brasileiros e investigava uma organização criminosa suspeita de movimentar milhões de reais por meio de atividades ilícitas.

Após a prisão, Lucila permaneceu no sistema prisional do Piauí à disposição da Justiça do Amazonas, aguardando possível transferência.

Nota da Sejus:

A Secretaria da Justiça por meio da Diretoria da Unidade de Administração Penitenciária informa que a interna Lucila Meireles Costa faleceu na última sexta-feira, dia 22 de maio, na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Promorar, onde se encontrava internada desde o dia 19 do corrente mês, após constatação de complicações no seu quadro de saúde pré-existente de diabetes descompensada com hiperglicemia acidose metabólica e respiratória, conforme apontado na declaração de óbito do Instituto Médico Legal (IML).

A Polícia Judiciária por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionado cumprindo o protocolo estabelecido pela Sejus. A devida assistência está sendo prestada aos familiares da interna.

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