Polícia

laudo criminal

Laudo indica que policial Gisele foi vítima de homicídio em SP

Perícia descarta hipótese de suicídio ao analisar padrões de sangue e outros elementos.

Teresinha Ferreira

04 de setembro de 2026 às 12:40 ▪ Atualizado há 12 minutos

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  • Um laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo aponta que a soldado Gisele Alves Santana foi assassinada, descartando a hipótese de suicídio.
  • O documento menciona a presença de padrões de manchas de sangue e elementos que contradizem o suicídio, sugerindo a participação de outra pessoa.
  • O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, companheiro de Gisele, é acusado de seu assassinato e foi preso em março.
  • Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça em seu apartamento, e a versão inicial de suicídio foi contestada pela família.
  • O advogado da família afirma que outros laudos também descartam o suicídio.
  • O Instituto Médico Legal revelou lesões físicas na vítima que sugerem violência.
  • Houve demora no acionamento do socorro após o disparo, segundo testemunhas.
  • Uma audiência está marcada para o interrogatório do réu no dia 8 de novembro.

Agência Brasil Gisele Alves Santana
Gisele Alves Santana

Um laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo descarta a hipótese de suicídio da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, indicando que ela foi assassinada. As informações foram divulgadas na última terça-feira (1º).

O documento afirma que "a avaliação do conjunto de padrões de manchas de sangue e demais elementos objetivos identificados no local contradizem a hipótese de evento suicida". A perícia aponta ainda a intervenção de uma segunda pessoa na morte de Gisele, corroborando a hipótese de feminicídio.

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, então companheiro de Gisele, é réu pelo assassinato ocorrido em fevereiro deste ano. Ele foi preso em 18 de março em São José dos Campos (SP) e permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.

A soldado foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, em seu apartamento. O tenente-coronel relatou inicialmente a ocorrência como suicídio, versão contestada desde então pela família da vítima.

Em entrevista, o advogado da família, José Miguel Silva Junior, confirmou que outros laudos já indicavam a improbabilidade de suicídio. "A negativa do acusado está isolada nos autos", acrescentou.

Os laudos do Instituto Médico Legal apontavam também lesões na face e pescoço de Gisele, compatíveis com violência física. Houve ainda uma demora significativa no acionamento do socorro após o disparo, conforme depoimentos de testemunhas.

Uma nova audiência para o interrogatório do réu está prevista para a próxima terça-feira (8).

Fonte: Agência Brasil