Polícia

HOMICÍDIO

Brasileira é condenada à prisão perpétua na Itália por morte do companheiro

Justiça italiana concluiu que Adilma Pereira Carneiro planejou emboscada para simular atropelamento e ficar com patrimônio avaliado em cerca de 3 milhões de euros

Teresinha Ferreira

04 de setembro de 2026 às 13:23 ▪ Atualizado há 11 minutos

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  • Adilma Pereira Carneiro, brasileira de 50 anos, foi condenada à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de seu companheiro, Fabio Ravasio, em 2024.
  • A morte foi inicialmente tratada como um acidente de trânsito, mas investigações concluíram que se tratava de um homicídio planejado.
  • O crime teria sido motivado pelo patrimônio da vítima, avaliado em cerca de 3 milhões de euros.
  • Adilma contou com a ajuda de outras pessoas para executar o crime; seu filho, Igor Benedito, foi o motorista que atropelou Ravasio e recebeu uma condenação de 23 anos de prisão.
  • No total, sete pessoas foram condenadas, incluindo duas penas de prisão perpétua para Marcello Trifone e Fabio Lavezzo.
  • Adilma nega as acusações e sua defesa planeja recorrer da sentença.
  • A morte de outro ex-companheiro de Adilma, Michele Della Malva, em 2011, está sendo reexaminada como possível envenenamento.

ANSA Adilma Pereira Carneiro foi condenada à prisão perpétua na Itália pelo assassinato do companheiro Fabio Ravasio, morto em agosto de 2024.
Adilma Pereira Carneiro foi condenada à prisão perpétua na Itália pelo assassinato do companheiro Fabio Ravasio, morto em agosto de 2024.

A brasileira Adilma Pereira Carneiro, de 50 anos, foi condenada à prisão perpétua na Itália pelo assassinato do companheiro, o italiano Fabio Ravasio, de 52 anos. Segundo a acusação acolhida pela Justiça italiana, a morte foi planejada para parecer um acidente de trânsito e teria como motivação o patrimônio da vítima, estimado em aproximadamente 3 milhões de euros.

A sentença foi proferida em 15 de junho de 2026, pelo Tribunal de Busto Arsizio, na região da Lombardia. O caso voltou a repercutir no Brasil nesta sexta-feira, 4 de setembro.

Fabio Ravasio morreu após ser atropelado na noite de 9 de agosto de 2024, enquanto seguia de bicicleta por uma via em Parabiago, na província de Milão. Inicialmente, o episódio parecia ser um atropelamento, mas as investigações levaram as autoridades italianas à conclusão de que se tratava de uma emboscada.

Crime teria sido planejado durante meses

De acordo com o Ministério Público italiano, Adilma teria planejado a morte do companheiro durante meses e contado com a participação de outras pessoas para executar o crime. A acusação sustentou que os envolvidos receberam diferentes funções no plano, desde a preparação do veículo até a execução do atropelamento e o apoio necessário para que a morte parecesse resultado de um acidente.

Para os promotores, a motivação seria financeira. Adilma pretendia ficar com o patrimônio de Ravasio, avaliado em cerca de 3 milhões de euros. O filho da brasileira, Igor Benedito, foi apontado como o motorista do veículo que atingiu Ravasio. Ele foi condenado a 23 anos de prisão.

Outras sete pessoas foram condenadas

Além de Adilma, outras sete pessoas foram consideradas culpadas pela Justiça italiana. Marcello Trifone e Fabio Lavezzo também receberam prisão perpétua. Massimo Ferretti foi condenado a 24 anos de prisão; Igor Benedito, a 23 anos; Mohammed Dhaibi, a 22 anos; Mirko Piazza, a 14 anos e quatro meses; e Fabio Oliva, a 14 anos. A Justiça italiana considerou Adilma a principal responsável pela articulação do crime.

Brasileira nega ter planejado assassinato

Durante o processo, Adilma negou as acusações e sustentou não ter motivos para matar Fabio Ravasio. A defesa contesta a responsabilização atribuída à brasileira e pode recorrer da condenação. 

Morte de outro companheiro voltou a ser investigada

O assassinato de Ravasio também provocou a reabertura de outra investigação envolvendo Adilma. Autoridades italianas voltaram a analisar a morte de Michele Della Malva, ex-companheiro da brasileira, ocorrida em dezembro de 2011. Na época, o falecimento foi atribuído a um infarto. Segundo a imprensa italiana, investigadores passaram a considerar a hipótese de envenenamento. Essa suspeita, entretanto, integra uma investigação separada e não representa uma condenação de Adilma por essa morte. Na Itália, o caso ganhou grande repercussão e Adilma passou a ser chamada por parte da imprensa local de “louva-a-deus de Parabiago”, referência ao comportamento de algumas espécies do inseto.

Fonte: Metrópoles