Política

SINDICATOS PRESSIONAM SENADO

Sindicatos intensificam pressão para votar PEC 6x1 antes da eleição

Centrais sindicais querem que a PEC 221 de 2019 seja analisada antes de 2026.

Teresinha Ferreira

04 de setembro de 2026 às 13:44 ▪ Atualizado há 9 minutos

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  • As centrais sindicais querem que o Senado vote a PEC 221/2019 antes das eleições de 2026.
  • A PEC propõe o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal para 40 horas.
  • Sérgio Nobre, presidente da CUT, acredita que o apoio popular pode adiantar a votação.
  • As centrais planejam ações como panfletagens e mobilização nas redes sociais.
  • Miguel Torres, da Força Sindical, critica o adiamento e cita apoio popular à PEC.
  • Confederações patronais pedem um debate técnico cuidadoso sobre a PEC.
  • José Roberto Tadros, da CNC, alerta contra a pressão eleitoral sobre a análise dos impactos.

Agência Brasil Centrais sindicais
Centrais sindicais

Centrais sindicais brasileiras estão intensificando suas ações para pressionar o Senado a votar a PEC 221 de 2019 antes das eleições de 2026. A emenda propõe o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal para 40 horas.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, acredita que o apoio popular pode forçar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a pautar a votação antes do primeiro turno. "Se os senadores forem cobrados nos estados, vão querer resolver essa situação," afirmou Nobre à Agência Brasil.

Durante reunião do Fórum das Centrais Sindicais, as entidades decidiram intensificar as ações, incluindo panfletagens em centros comerciais e maior mobilização nas redes sociais. Também solicitarão uma audiência com Alcolumbre para discutir a pauta.

Miguel Torres, da Força Sindical, criticou o adiamento da votação, mencionando que "mais de 70% da população brasileira é a favor da PEC". Para ele, postergar a decisão pode significar retroceder na luta pelos direitos trabalhistas.

As confederações patronais, por outro lado, defendem que a análise da PEC seja cuidadosa. José Roberto Tadros, da CNC, destacou a importância de um debate técnico, evitando que a pressão eleitoral comprometa a avaliação dos impactos econômicos.

Fonte: Agência Brasil