Polícia

JUSTIÇA DO RIO

Justiça do Rio mantém prisão de seguranças envolvidos na morte de ciclista

Juiz afirma que mandados foram corretamente expedidos e fundamentos permanecem válidos.

Teresinha Ferreira

23 de agosto de 2026 às 10:23 ▪ Atualizado há 1 hora

Ver resumo
  • A Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão temporária de dois seguranças, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Machado Dias, envolvidos na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira.
  • O ciclista foi erroneamente identificado como ladrão de bicicleta e espancado até a morte em Copacabana.
  • O juiz Rafael de Almeida Rezende declarou que os mandados de prisão ainda são válidos e os motivos para as prisões temporárias permanecem.
  • O pedido da defesa para manter em sigilo os dados de Davi Santos Machado foi negado.
  • Além dos seguranças, dois entregadores por aplicativo participaram do crime e aguardam audiência de custódia.
  • Um quinto suspeito, ainda foragido, foi visto nas imagens chutando a cabeça da vítima.

Agência Brasil Morte de Ciclista no Rio
Morte de Ciclista no Rio

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão temporária dos seguranças Davi Santos Machado e Jorge Luiz Machado Dias, investigados pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, ocorrida em 11 de agosto em Copacabana. Ele foi erroneamente identificado como ladrão de bicicleta.

O juiz Rafael de Almeida Rezende, durante audiência de custódia neste sábado (22), declarou que os mandados de prisão foram devidamente expedidos e ainda estão válidos. Segundo o magistrado, "não há notícia de alteração das decisões que determinaram as prisões" e os motivos para as prisões temporárias seguem pertinentes.

O magistrado ressaltou ainda que "eventuais pedidos da defesa" precisam ser dirigidos ao juízo natural responsável pelo caso. O pedido da defesa para manter sob sigilo os dados do segurança Davi Santos Machado foi negado, pois não havia informações sensíveis nos autos, e o próprio réu não soube fornecer seu endereço e telefone atuais.

Cláudio Landeiro, de 37 anos, foi espancado até a morte enquanto pedalava na Rua Felipe de Oliveira, em Copacabana. Além dos dois seguranças, os entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva também participaram da ação e estão presos, aguardando audiência de custódia neste domingo (23).

Um quinto suspeito, visto nas imagens de segurança chutando a cabeça da vítima, ainda está foragido e não foi identificado pelas autoridades.

Notícias relacionadas

Fonte: Agência Brasil