DESAPARECIMENTO MISTERIOSO
Da Redação
04 de junho de 2026 às 10:15 ▪ Atualizado há 1 hora
O delegado piauiense Ronaldo Lopes de Oliveira, integrante da Polícia Civil do Pará, está desaparecido desde a última segunda-feira (1º). Segundo informações das autoridades e de familiares, ele saiu do município de Castanhal (PA) com destino a Igarapé-Açu (PA), onde buscaria a filha, mas não chegou ao local.
Desde então, forças de segurança realizam buscas para localizar o delegado. As investigações apontam que, antes de desaparecer, Ronaldo teria vendido o próprio celular por R$ 2 mil, fato que passou a integrar a apuração do caso.
Além disso, a polícia conseguiu rastrear a movimentação do veículo conduzido por ele. O automóvel foi registrado em postos de combustíveis na divisa entre os estados do Pará e Maranhão e, posteriormente, na cidade de Bacabal (MA).
As diligências também identificaram a passagem do carro pelo município de Miguel Alves, no Norte do Piauí, durante a madrugada dos dias seguintes ao desaparecimento. Levantamentos realizados pelas equipes de investigação apontam ainda que o veículo circulou por Teresina.
Polícia concentra buscas no Piauí
Uma das principais linhas de investigação considera a possibilidade de Ronaldo Lopes estar na zona rural da capital piauiense, especialmente na região do povoado Santa Luz.
A hipótese ganhou força devido à ligação afetiva do delegado com a localidade. O avô materno de Ronaldo possuía um sítio na região e, segundo as investigações, ele mantinha forte vínculo emocional com o local.
Equipes da Delegacia de Desaparecidos do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) iniciaram diligências no Piauí nesta quarta-feira (4) para tentar localizar o delegado.
Histórico de depressão é considerado na investigação
De acordo com a Polícia Civil, uma das hipóteses analisadas é que o desaparecimento possa estar relacionado a um quadro de depressão. Ronaldo Lopes possui histórico da doença e chegou a permanecer afastado das atividades profissionais por cerca de seis meses para tratamento.
Ele retornou ao trabalho em janeiro deste ano. No momento do desaparecimento, o delegado vestia a farda da Polícia Civil do Pará e portava colete balístico e arma de fogo institucional.
As buscas continuam e a polícia pede que qualquer informação sobre o paradeiro de Ronaldo Lopes de Oliveira seja repassada imediatamente aos canais oficiais de segurança pública.
Fonte: SBT
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