Polícia

PRISÃO PREVENTIVA

Delegado confirma que técnica de enfermagem tentou sequestrar bebê na maternidade

Suspeita, que estava internada em hospital psiquiátrico, foi detida ao receber alta; polícia investiga hipótese de gravidez psicológica

Da Redação

08 de julho de 2026 às 12:52 ▪ Atualizado há 1 hora


Jovem e bonita, Auricelia era ativa nas redes sociais
Jovem e bonita, Auricelia era ativa nas redes sociais

A técnica de enfermagem Auricélia Souza Rocha, de 42 anos, foi presa na manhã desta quarta-feira (8), suspeita de tentar sequestrar um recém-nascido dentro da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina. A informação foi confirmada pelo delegado geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, que destacou a rápida atuação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) na identificação e captura da indiciada.

A prisão ocorreu no Hospital Psiquiátrico Areolino de Abreu, na zona Norte da capital, logo após a suspeita receber alta médica. Ela havia sido levada pela família na terça-feira (7) e foi internada por recomendação de uma médica, que sugeriu observação por 24 horas após o episódio na maternidade. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça e cumprido pelos policiais da DPCA.

O crime

A tentativa de sequestro aconteceu na tarde da segunda-feira (6). De acordo com a direção da maternidade, a ação foi identificada a tempo graças aos protocolos internos de segurança, que impediram que a criança fosse retirada da unidade. Mas o sequestro só não aconteceu porque uma tia da criança chamou a atenção dos funcionários da maternidade.

Segundo a Polícia Civil, Auricélia não estava escalada para trabalhar no dia do crime. Ela teria utilizado suas credenciais de funcionária para acessar a maternidade, vestiu roupas profissionais e circulou pelos leitos, conversando com pacientes.

A tia da recém-nascida, Daniela Beatriz, relatou à imprensa que a suspeita se ofereceu para ajudar na realização dos testes da orelhinha e do pezinho para agilizar a alta da bebê. A acompanhante foi orientada a esperar do lado de fora de uma sala, onde entregou a criança à técnica. Minutos depois, ao ver a mulher saindo em direção ao banheiro com uma bolsa grande, Daniela desconfiou e abordou a suspeita, encontrando a bebê dentro da bolsa, com o zíper semiaberto.

Gravidez psicológica e "chá de bebê"

A principal hipótese investigada pela polícia é a de que Auricélia teria desenvolvido uma gravidez psicológica. De acordo com as investigações, ela havia realizado recentemente um "chá de bebê" para familiares e amigos. Ao perceber que não estava realmente grávida, a suspeita precisaria de um recém-nascido para justificar a festa e isso teria motivado a tentativa de sequestro.

As providências 

Após a prisão, a suspeita foi interrogada pela delegada Rosa Chaib e passou por audiência de custódia. O inquérito continua em andamento para esclarecer todos os detalhes do crime e verificar se houve participação de outras pessoas.

A maternidade informou que registrou Boletim de Ocorrência e está colaborando com as investigações, fornecendo imagens das câmeras de segurança. Como medida administrativa, a profissional foi afastada de suas funções até a conclusão do processo.

O Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI) também acompanha o caso e afirmou que adotará as medidas cabíveis para apurar possíveis condutas incompatíveis com o exercício da profissão.

Fonte: Polícia Civil