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Carlos Bolsonaro se desespera com ação da PF: “Meu Deus do céu, parem de torturar meu pai"

Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na residência onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, em Brasília

Natalia Costa

08 de julho de 2026 às 12:09 ▪ Atualizado há 30 minutos


Carlos Bolsonaro criticou a operação da Polícia Federal | Foto: Reprodução
Carlos Bolsonaro criticou a operação da Polícia Federal | Foto: Reprodução

O vereador licenciado Carlos Bolsonaro (PL-RJ) reagiu com desespero à operação da Polícia Federal realizada na manhã desta quarta-feira (8) na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre prisão domiciliar, em Brasília. Em publicação nas redes sociais, o filho do ex-presidente classificou a ação como uma perseguição e fez um apelo em defesa do pai.

"Meu Deus do céu, Meu Deus do céu… Por favor, parem de torturar meu Pai. Ninguém aguenta mais tanta perseguição, injustiça e tortura", escreveu Carlos Bolsonaro ao compartilhar uma nota divulgada pela defesa do ex-presidente.

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Na mesma publicação, ele também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou:

"Enquanto isso o filho do Lula, o lula e os chefes da facção não sofrem nenhuma cosquinha frente a todos os escândalos financeiramente revelados diariamente."

Operação da Polícia Federal

Segundo a defesa de Jair Bolsonaro, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A diligência teve como objetivo localizar armas de fogo, munições, acessórios e documentos relacionados ao registro desses equipamentos.

O advogado João Henrique Freitas informou que a operação durou cerca de uma hora. De acordo com ele, a defesa já havia comunicado previamente às autoridades onde estavam todas as armas registradas em nome do ex-presidente.

"A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. Resultado: nada foi encontrado. É lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação", escreveu o advogado em publicação na rede social X.

A busca ocorre após Bolsonaro não entregar duas das oito armas registradas em seu nome, conforme determinação judicial. A entrega do armamento havia sido estabelecida pelo ministro Alexandre de Moraes como uma das condições para a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente.

Até a publicação desta matéria, a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal não haviam divulgado informações sobre o resultado da operação nem se manifestado oficialmente sobre os motivos da nova diligência.

Fonte: Revista Fórum