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ABASTECIMENTO DE AGUA

MP do Piauí aciona Justiça para garantir água em Campo Alegre

Ação visa regularizar abastecimento após problemas no município, incluindo falhas em poço tubular.

Teresinha Ferreira

18 de setembro de 2026 às 13:57 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • O MPPI iniciou uma Ação Civil Pública para garantir o abastecimento de água em Campo Alegre do Fidalgo.
  • A ação inclui pedido de urgência contra várias partes envolvidas, incluindo o município e a concessionária Águas do Piauí.
  • A investigação apontou desabastecimentos de mais de 15 dias após a concessão dos serviços a uma empresa privada.
  • Problemas destacados incluem um poço tubular no bairro Alto da Figa, cujo acesso para manutenção foi impedido.
  • A interrupção afetou serviços públicos e o uso de um dessalinizador essencial para a cidade.
  • Medidas urgentes solicitadas incluem reparos elétricos e abastecimento emergencial por caminhões-pipa.
  • A ação busca também um plano técnico para estabilizar e manter o sistema de abastecimento de água.

Ministério Público do Piauí (MPPI) Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI),
Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI),

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de São João do Piauí, ingressou com uma Ação Civil Pública para assegurar o abastecimento de água em Campo Alegre do Fidalgo. A ação, que tramita na 2ª Vara da Comarca de São João do Piauí, inclui pedido de tutela provisória de urgência contra Israel Odílio da Mata, Águas do Piauí SPE S.A., e o próprio município.

Iniciada após uma comunicação do poder público municipal sobre falhas no fornecimento de água potável, a ação segue investigação que apontou desabastecimentos superiores a 15 dias em algumas áreas da cidade, após a concessionária privada assumir os serviços em outubro de 2025.

Um dos focos do problema identificado pelo MPPI é o poço tubular no bairro Alto da Figa. Em agosto de 2026, teve sua fiação cortada e a área cercada, impossibilitando o acesso para manutenção e comprometendo o funcionamento da bomba de água.

A suspensão do abastecimento impactou no fornecimento de água para serviços públicos e a utilização de um dessalinizador do Programa Água Doce, essencial para a cidade.

Na ação, a promotora Gianny Vieira de Carvalho solicita medidas urgentes, como o acesso ao poço, reparos elétricos, religamento da bomba, e abastecimento emergencial via caminhões-pipa enquanto o sistema não for estabilizado.

A petição também demanda ações estruturais para garantir a continuidade do serviço, incluindo o desenvolvimento de um plano técnico e operacional para regularização do sistema de abastecimento.

Fonte: Ministério Público do Piauí (MPPI)