CORONAVÍRUS

Médica é agredida no hospital de Barras por filho de um paciente com suspeita de COVID-19

O filho do paciente não aceitou o diagnóstico e agrediu a médica plantonista


Hospital Regional Leônidas Melo, Barras- Piauí

Hospital Regional Leônidas Melo, Barras- Piauí Foto: Divulgação

Os profissionais de saúde estão sob pressão por atuarem na linha de frente no combate da pandemia do novo coronavírus. Muitos estão há dias sem voltar para casa por estarem em isolamento para não correrem o risco de infectar os familiares. Em Barras, município situado a 119 quilômetros de Teresina, uma médica além de ter que lidar com o medo e com a pressão, ela teve que enfrentar a dor físcia e psicológica ao ser agredida fisicamente durante seu plantão.

De acordo com a direção do Hospital Leônidas Melo, em Barras, a médica Nereida karla estava de plantão na unidade na noite de sábado (09), quando foi agredida por um acompanhante de um paciente idoso, que deu entrada na unidade de saúde, com sintomas da Covid-19.

 "O acompanhante não aceitou o diagnóstico apresentado pela médica e solicitou a transferência do paciente, que chegou a unidade de saúde, trazido pelo SAMU, com dispneia (falta de ar). Quando a médica foi tirar a cópia do prontuário, para liberar a saída do paciente, o mesmo a agrediu com socos, tomou o documento das mãos da profissional e começou a insultá-la com palavras de baixo calão. A Polícia Militar foi acionada e encaminhou o agressor para a delegacia de Barras, onde foi registrado o boletim de ocorrência", disse a nota do Hospital Leônidas Melo.

Laianne Santos, diretora geral do hospital, disse a agressão partiu do filho do paciente, que não aceitou o diagnóstico da médica. Segundo Laianne, por se enquadrar como caso suspeito de Covid-19, o idoso tinha que ficar em uma ala exclusiva para esses casos, mas o filho disse que não admitia que o pai ficasse sozinho.O filho disse que iria transferir o pai para um hospital particular e a agressão ocorreu no momento em que a médica preparava a transferência.

No domingo (10), a médica agredida foi submetida a exame de corpo de delito. Laianne Santos informou que esta é a terceira vez que a médica e outros colaboradores da unidade são agredidos fisicamente ou verbalmente no exercício da função. Nereida Karla ficará afastada por sete dias da função para se recuperar.

O Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) publicou nas redes sociais uma nota de repúdio e disse atitudes dessa natureza são vigorosamente repudiadas por este Conselho, que zela pela proteção e segurança dos profissionais médicos, estando atentos às suas necessidade e anseio.

Veja a nota:


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