
A partir de 2 de setembro, cidadãos de todos os países, incluindo o Brasil, que solicitarem vistos de não-imigração para os Estados Unidos, como turismo, negócios ou estudos, deverão comparecer pessoalmente a uma entrevista no consulado. Essa medida amplia a exigência de entrevistas, que anteriormente dispensava menores de 14 anos e maiores de 79 anos, agora abrangendo todas as faixas etárias.
A mudança foi anunciada pelo Departamento de Estado dos EUA em 25 de julho de 2025 e revoga as flexibilidades implementadas durante a pandemia de COVID-19. A partir de 2 de setembro, a maioria dos solicitantes de vistos não-imigrantes, incluindo renovação de vistos B-1/B-2, F-1, J-1, H-1B, L-1 e O-1, deverá comparecer pessoalmente às entrevistas, independentemente da idade ou histórico de vistos anteriores.
No entanto, algumas exceções permanecem:
- Solicitantes de vistos diplomáticos ou oficiais (categorias A-1, A-2, C-3, G-1 a G-4, NATO-1 a NATO-6, TECRO E-1);
- Renovações de vistos B-1/B-2, F-1, J-1, H-1B, L-1 e O-1, desde que o visto anterior tenha expirado há menos de 12 meses e o solicitante tenha pelo menos 18 anos na emissão do visto anterior.
"Visa Integrity Fee"
Além disso, entra em vigor uma nova taxa obrigatória de US$ 250, chamada "Visa Integrity Fee", que será cobrada junto com as taxas de solicitação de visto. Essa taxa é não reembolsável e não pode ser dispensada, mesmo que o solicitante atenda aos critérios de isenção de entrevista. O valor total do processo de solicitação de visto pode chegar a US$ 435 (aproximadamente R$ 2.419), considerando a taxa de US$ 185 já existente.
A implementação dessa taxa está prevista para começar em 1º de outubro, conforme o início do ano fiscal dos EUA. Embora a lei preveja reembolsos em casos específicos, como cumprimento integral das condições do visto, especialistas alertam que o processo de reembolso é complexo e pode não ser efetivo na prática.
Essas mudanças podem afetar significativamente o turismo internacional para os Estados Unidos, especialmente com a proximidade de eventos de grande porte, como a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de 2028. A indústria de turismo expressou preocupações de que o aumento nos custos e a ampliação das exigências de entrevistas possam desestimular visitantes internacionais.
Fonte: Diário do Centro do Mundo e G1