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CLIMA EL NINO

ONU alerta para El Niño "muito forte" até 2027

Temperaturas recordes e eventos climáticos extremos são previstos, diz órgão

Teresinha Ferreira

03 de setembro de 2026 às 08:42 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • El Niño está "firmemente estabelecido" e deve intensificar-se, atingindo intensidade "muito forte" até fevereiro de 2027.
  • Causa mudanças nos padrões de temperatura e precipitação, aumentando riscos de inundações, secas e calor extremo.
  • A OMM prevê que o fenômeno persistirá até fevereiro de 2027.
  • António Guterres alerta sobre a intensificação de eventos climáticos extremos e sublinha a necessidade de respostas urgentes.
  • As temperaturas do mar no Pacífico são significativamente mais altas que a média.
  • El Niño pode intensificar secas e incêndios na Amazônia, América Central e Austrália, e afetar monções na Índia.
  • Espera-se um aumento das temperaturas acima da média globalmente entre setembro e novembro.
  • O ano de 2027 pode se tornar o mais quente já registrado devido aos efeitos do El Niño.

Agência Brasil El Niño
El Niño

O fenômeno El Niño está "firmemente estabelecido" e deve intensificar-se nos próximos meses, alcançando intensidade "muito forte", com probabilidade "próxima de 100%" de durar até fevereiro de 2027, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

De acordo com a nova atualização da OMM, o El Niño provocará mudanças significativas nos padrões de temperatura e precipitação, além de aumentar os riscos de inundações, secas e calor extremo.

A organização destaca que as previsões dos centros de produção globais indicam que o fenômeno deverá persistir até fevereiro de 2027. António Guterres, secretário-geral da ONU, alertou sobre a intensificação desses efeitos climáticos, enfatizando a situação de “alto risco” para eventos climáticos extremos.

Em comunicado, Guterres afirmou que "a ciência é inequívoca" sobre o crescente aquecimento das águas, alertando para a necessidade de uma resposta adequada ao evento do El Niño. Ele destacou que há uma corrida contra o tempo para enfrentar os riscos climáticos crescentes. "É uma corrida que devemos ganhar", declarou.

As temperaturas da superfície do mar no Pacífico equatorial central e oriental já estão significativamente acima da média. Entre maio e julho de 2026, as temperaturas estavam 1,5 graus acima do normal. Em julho, esse aumento atingiu dois graus, conforme destacou a OMM.

Historicamente, cada El Niño é único, mas o fenômeno é conhecido por intensificar secas e riscos de incêndio em regiões como a Amazônia, América Central e Austrália, além de interromper as monções na Índia e causar chuvas torrenciais na África Oriental.

As previsões da OMM indicam que, de setembro a novembro deste ano, é esperado um aumento das temperaturas acima da média em grande parte das regiões terrestres.

O ano de 2027 é projetado para ser o mais quente já registrado devido a esses efeitos combinados, seguindo o padrão climático após um El Niño.

Fonte: Agência Brasil