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CATÁSTROFE

Incêndios devastam o Sul do Chile, deixam mortos e mais de 50 mil desalojados

O presidente do Chile, Gabriel Boric, declarou estado de catástrofe em duas regiões do sul do país devido aos incêndios florestais

Da Redação

Segunda - 19/01/2026 às 09:21



Foto: GUILLERMO SALGADO / AFP Vista aérea das chamas que consomem as casas em Concepciónon, na Região de Biobío, no centro-sul do Chile
Vista aérea das chamas que consomem as casas em Concepciónon, na Região de Biobío, no centro-sul do Chile

Incêndios florestais de grandes proporções avançam de forma descontrolada no sul do Chile nesse  domingo (18), provocando uma das maiores tragédias ambientais dos últimos anos no país. O presidente do país, Gabriel Boric, declarou estado de catástrofe devido aos incêndios que provocaram a morte de ao menos 19 pessoas e deixaram mais de 50 mil moradores desalojados.

Em meio ao verão no hemisfério sul, com altas temperaturas e ventos fortes, bombeiros combatem 14 focos de incêndio nas regiões de Ñuble e Biobío, cerca de 500 km ao sul de Santiago.

As regiões mais afetadas concentram-se em áreas florestais e rurais, onde o fogo se espalha rapidamente impulsionado por fortes ventos, altas temperaturas e baixa umidade do ar. Comunidades inteiras foram evacuadas às pressas, enquanto casas, plantações e áreas de vegetação nativa foram destruídas.

"Estamos enfrentando um quadro complexo", disse o ministro do Interior, Álvaro Elizalde, sobre os incêndios que devastaram várias áreas povoadas durante a madrugada.

O epicentro da tragédia encontra-se nas localidades de Penco e Lirquén, em Concepción, com várias casas completamente destruídas pelo fogo, constatou um jornalista da AFP no local.

"Às duas e meia da madrugada, o fogo estava descontrolado. Havia um redemoinho que devorou as casas da população abaixo", contou à AFP Matías Cid, um estudante de 25 anos que reside em Villa Italia, em Penco.

Prédio em chamas enquanto fogo e fumaça sobem de um incêndio florestal na região de Biobío. — Foto: REUTERS/Juan Gonzalez

A velocidade das chamas foi tamanha que "tivemos de sair apenas com o que tínhamos vestido. Acho que se ficássemos mais 20 minutos, morreríamos carbonizados", acrescentou.

O prefeito de Penco, Rodrigo Vera, disse a jornalistas que só neste local 14 pessoas morreram carbonizadas.

As autoridades investigam as causas dos incêndios, que podem estar relacionadas tanto a fatores climáticos extremos quanto à ação humana. O país enfrenta, nos últimos anos, um aumento significativo no número e na intensidade de incêndios florestais, agravados pelas mudanças climáticas.

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