NOBEL DA FÍSICA
Teresinha Ferreira
06 de outubro de 2026 às 08:25 ▪ Atualizado há 2 horas
O Prêmio Nobel da Física de 2026 foi concedido ao belga Francis Halzen na terça-feira (6), em reconhecimento às suas contribuições para o Observatório de Neutrinos IceCube e pela descoberta de neutrinos de alta energia de origem astrofísica, conforme anunciou o Comitê Nobel em Estocolmo.
Na década de 1980, Halzen identificou que o gelo da Antártida era ideal para capturar esses "partículas-fantasma" que atravessam a matéria sem deixar marcas, permitindo aos cientistas explorarem suas origens. O observatório IceCube, situado no Polo Sul, aproveita essa condição única.
Neutrinos são partículas subatômicas que interagem minimamente com a matéria. Halzen, professor na Universidade de Wisconsin, expressou surpresa ao receber a notícia do prêmio. Eva Olsson, do Comitê Nobel, destacou a importância do IceCube na revelação de informações cósmicas, como processos de explosão estelar.
O presidente do Comitê reforçou que Halzen liderou uma equipe internacional de cientistas e engenheiros que criou um instrumento revolucionário para a astronomia, iniciando uma nova era nas investigações cósmicas.
Em 2014, a revista Smithsonian havia considerado Halzen como "Homem do Neutrino" por suas contribuições, destacando suas realizações em uma história em quadrinhos.
O anúncio do Nobel ocorreu no Instituto Karolinska, e Halzen dividirá o prêmio de 12 milhões de coroas suecas (US$ 1,2 milhão) com possíveis outros ganhadores. Os prêmios Nobel, originais de 1901, reconhecem avanços em ciência, literatura e paz, com a adição posterior do prêmio de economia.
Fonte: Agência Brasil