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EUA elevam tarifa para 37,5% sobre produtos brasileiros

Quase 4 mil produtos serão afetados, somando US$ 12,4 bilhões em exportações

Teresinha Ferreira

24 de julho de 2026 às 16:10 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • Os EUA impuseram uma tarifa de 37,5% sobre 3.985 produtos brasileiros.
  • Essa tarifa afeta exportações no valor de US$ 12,4 bilhões.
  • A nova tarifa inclui um adicional de 12,5% sobre uma taxa pré-existente de 25% para a maioria dos produtos.
  • 80,7% das exportações afetadas já estavam sujeitas a tarifas anteriores.
  • Outros 75 produtos serão apenas cobertos pela nova tarifa de 12,5%.
  • Com isso, 48,7% das exportações brasileiras para os EUA terão tarifas adicionais.
  • A ação dos EUA decorre de uma investigação sobre trabalho forçado, segundo a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
  • O governo brasileiro e a CNI contestam as tarifas, afirmando que não refletem a realidade do país.
  • O presidente da CNI, Ricardo Alban, enfatiza a necessidade de negociações para mitigar impactos.
  • A investigação dos EUA envolveu 60 países, com destaque para o Brasil por supostamente não implementar eficazmente proibições contra o trabalho forçado.

Agência Brasil Estados Unidos elevaram a tarifa para 37,5% sobre 3.985 produtos brasileiros
Estados Unidos elevaram a tarifa para 37,5% sobre 3.985 produtos brasileiros

Estados Unidos elevaram a tarifa para 37,5% sobre 3.985 produtos brasileiros, afetando um volume de exportações equivalente a US$ 12,4 bilhões, conforme estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A medida entra em vigor nesta sexta-feira (24).

A tarifa adicional de 12,5% será imposta sobre produtos já sujeitos a uma taxa de 25%, segundo a CNI. Isso representa 80,7% das exportações que terão a sobretaxa, um total de US$ 10,8 bilhões. Outros 75 produtos, totalizando US$ 1,6 bilhão, serão tributados apenas com essa nova alíquota.

A CNI calcula que 48,7% de todas as exportações brasileiras para os EUA estarão sujeitas a algum tipo de tarifa adicional. A decisão resulta de uma investigação dos EUA sobre a importação de produtos fabricados com trabalho forçado, de acordo com a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

Em resposta, o governo brasileiro contestou a tarifa, chamando-a de indevida, e a CNI afirmou que as justificativas dos EUA não refletem a realidade do Brasil. O país é destacado por possuir uma legislação moderna contra o trabalho forçado.

Ricardo Alban, presidente da CNI, defendeu o fortalecimento das negociações com os Estados Unidos para mitigar os impactos sobre a indústria e está em diálogo com o governo e setores afetados para buscar soluções rápidas.

A investigação dos EUA incluiu 60 países parceiros. O Brasil foi indicado como um dos que não teriam implementado proibições eficazes contra produtos derivados de trabalho forçado, levando à aplicação adicional das tarifas.

Fonte: Agência Brasil