Mundo

IMPACTOS CLIMÁTICOS NA AMERICA LATINA

Comunidades da América Latina enfrentam desafios climáticos severos

Secas e inundações ameaçam culturas e economias na Amazônia e no Chaco Americano.

Teresinha Ferreira

05 de setembro de 2026 às 08:45 ▪ Atualizado há 50 minutos

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  • Gilmer Yuimachi, indígena shipibo-konibo, destaca a seca na Amazônia peruana, ameaçando alimentos e cultura.
  • Xenia López, de El Salvador, auxilia comunidades do Corredor Seco a adaptar práticas agrícolas à escassez de água.
  • No Chaco argentino, Antonella Sleiman relata inundações devastadoras em uma região normalmente seca.
  • A COP17 discute degradação do solo na América Latina, com 28% dos territórios afetados.
  • Xenia López promove práticas agroecológicas e clama por apoio internacional e governamental.
  • Antonella Sleiman participa de discussões para soluções regionais na Argentina.
  • Gilmer Yuimachi alerta para o impacto cultural da seca na Amazônia.
  • Jovens como Thaiane Maciel, do Brasil, pedem maior protagonismo em políticas sustentáveis.
  • A COP17 visa aumentar a visibilidade das demandas latino-americanas e formar parcerias contra desafios climáticos.

Agência Brasil Desafios climáticos severos
Desafios climáticos severos

Na Amazônia peruana, o indígena shipibo-konibo Gilmer Yuimachi alerta para a seca que ameaça alimentos, rios, culturas e conhecimentos ancestrais. Enquanto isso, em El Salvador, a líder juvenil Xenia López apoia comunidades agrícolas do Corredor Seco Centro-Americano a adaptar suas práticas à falta de água.

No Chaco Americano, Argentina, a professora Antonella Sleiman relata inundações inéditas que devastaram plantações, uma situação rara em uma região historicamente seca. Essas histórias foram compartilhadas na 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), que ocorreu recentemente na Mongólia.

Cerca de 28% dos territórios latino-americanos enfrentam degradação do solo, muito acima da média global de 15% a 16%. As discussões na conferência focaram em financiamento, resiliência à seca e participação dos povos indígenas.

Em El Salvador, Xenia López promove práticas agroecológicas com 16 comunidades, melhorando o aproveitamento da água e a proteção do solo. Ela destaca a importância de maior apoio de autoridades e organismos internacionais.

No Chaco Argentino, comunidades enfrentaram inundações devastadoras, obrigando-as a comprar alimentos essenciais em locais distantes. Antonella participa da Fundapaz e da Mesa de Tierra del Salado Norte, discutindo soluções regionais.

Na Amazônia, Gilmer Yuimachi, da Associação Intercultural Bari Wesna, enfatiza que a seca não apenas afeta economicamente, mas também ameaça a cultura e o conhecimento indígena.

Durante a COP17, jovens como Thaiane Maciel, do Brasil, sublinharam a necessidade de ações sustentáveis. Ela defende que a juventude seja vista como capaz de formular e executar políticas.

A conferência foi uma oportunidade para aumentar a visibilidade das demandas regionais e construir parcerias para enfrentar os desafios climáticos na América Latina.

Fonte: Agência Brasil