Mundo

DIPLOMACIA EM CRISE

Brasil critica revogação de visto de embaixadora nos EUA

Governo alega que justificativas dos EUA para a medida são infundadas.

Teresinha Ferreira

05 de agosto de 2026 às 00:14 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • O Brasil repudiou a decisão dos EUA de revogar o visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti.
  • Os EUA justificaram a decisão pela demora do Brasil em responder ao agrément para o indicado à embaixada em Brasília.
  • O Brasil negou as justificativas americanas, chamando-as de falsas.
  • O governo brasileiro acusou os EUA de violar a Convenção de Viena ao divulgar o nome do indicado sem aprovação prévia.
  • O agrément está sendo analisado e não há prazo estipulado para aprovação.
  • Mencionou-se uma tentativa anterior dos EUA de interferir no sistema eleitoral brasileiro.
  • O Brasil considera a decisão dos EUA uma "escalada de medidas hostis" com razões ideológicas.
  • Ressaltaram-se os esforços diplomáticos do presidente Lula para resolver as diferenças.
  • A nota destacou que sanções da Lei Magnitsky ainda afetam autoridades brasileiras.

Agência Brasil Brasil critica revogação de visto de embaixadora nos EUA

O Brasil repudiou a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora, Maria Luiza Ribeiro Viotti, nesta terça-feira (4). A justificativa americana seria a demora na resposta do Brasil ao agrément para o indicado de Trump à embaixada em Brasília.

Em resposta, o governo brasileiro categorizou as alegações dos EUA como falsas. Em nota, afirmou: “As duas justificativas apresentadas são falsas”.

O governo do Brasil destacou que os EUA violaram a Convenção de Viena ao divulgar o nome do indicado antes da anuência brasileira. Segundo o governo, o agrément ainda está em análise e não há prazo estipulado pela convenção para a aprovação.

A nota também mencionou um episódio anterior em que foi negado visto a funcionários dos EUA, o que seria visto como tentativa de interferência no sistema eleitoral brasileiro.

O Palácio do Planalto argumentou que a decisão dos EUA é parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis”, motivadas por razões ideológicas, e destacou os esforços do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para resolver tais diferenças.

O governo também lembra que sanções da Lei Magnitsky ainda afetam autoridades brasileiras, dificultando as relações bilaterais.

Fonte: Agência Brasil