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JUSTIÇA

STF julga recurso de Carla Zambelli para anular condenação

Julgamento será feito de forma virtual pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF)

Sol

06 de junho de 2025 às 08:00


Carla Zambelli
Carla Zambelli

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta sexta-feira (6) o recurso da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), que tenta reverter sua condenação a dez anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023.

O julgamento, que será virtual, começou às 11h e vai até às 23h59. Além do recurso de Zambelli, também será analisado o do hacker Walter Delgatti, condenado a 8 anos e 3 meses no mesmo caso. Segundo a investigação, ele teria cometido o crime a mando da deputada.

O recurso foi apresentado antes de Zambelli sair do Brasil. Inicialmente, ela viajou para os Estados Unidos e depois seguiu para a Itália, onde chegou nesta terça-feira (4) e deve permanecer. Ela tem cidadania italiana, o que pode complicar uma eventual extradição.

Se a maioria dos ministros rejeitar o recurso, o relator Alexandre de Moraes poderá autorizar o início do cumprimento da pena, ou seja, a prisão de Zambelli deixaria de ser preventiva e passaria a ser definitiva. Isso também pode levar à perda do mandato, sem necessidade de aval da Câmara, já que a Constituição só exige autorização dos deputados em caso de prisão preventiva, não em condenações definitivas.

Essa mudança de status da prisão também pode ajudar a sustentar um pedido de extradição, já que mostra que não se trata de perseguição política. Em outros casos, como o de Henrique Pizzolato (ex-diretor do Banco do Brasil), a Justiça italiana autorizou a extradição, mesmo ele tendo dupla cidadania.

No recurso, a defesa da deputada argumenta que ela não teve acesso completo às provas, o que teria comprometido sua defesa. Também questiona a multa de R$ 2 milhões determinada por danos coletivos, alegando que não houve critérios claros para definir esse valor.

Depois da fuga, o advogado particular de Zambelli deixou o caso, e o STF determinou que ela seja representada pela Defensoria Pública da União.

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Fonte: Agência Brasil



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