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INQUÉRITO

MPT-PI vai apurar se houve negligência na morte de funcionário da Águas de Teresina

Órgão investigará falhas na segurança de Paulo Luciano Carvalho Cruz; bombeiros já haviam apontado falta de equipamentos de ancoragem no tanque

Da Redação

18 de maio de 2026 às 16:00 ▪ Atualizado há 48 minutos

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  • O Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI) abriu um inquérito para investigar a morte do operário Paulo Luciano Carvalho Cruz.
  • O acidente ocorreu na Estação de Tratamento de Água Sul em Teresina durante uma manutenção.
  • Paulo Luciano estava sem equipamentos de segurança adequados ao entrar no tanque de decantação.
  • Ele foi tragado pela força de sucção e soterrado por lama devido à falta de sustentação mecânica.
  • O MPT-PI analisará as condições de segurança oferecidas pela empresa responsável.
  • Serão requisitados laudos técnicos e relatórios para identificar negligência e garantir os direitos da família da vítima.
  • O procurador do MPT-PI enfatizou que o órgão está atento às possíveis irregularidades do caso.

Trabalho de resgate do corpo de Paulo Carvalho, trabalhador da Águas de Teresina que morreu enquanto realizava trabalho
Trabalho de resgate do corpo de Paulo Carvalho, trabalhador da Águas de Teresina que morreu enquanto realizava trabalho

O Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI) instaurou um inquérito civil para investigar as circunstâncias e as responsabilidades na morte do operário Paulo Luciano Carvalho Cruz, ocorrida na noite do sábado (16), na Estação de Tratamento de Água Sul (ETA Sul), localizada no Distrito Industrial de Teresina.

O acidente de trabalho ocorreu justamente durante o período em que a concessionária Águas de Teresina realizava uma manutenção emergencial no sistema para corrigir uma falha eletromecânica em uma das bombas de abastecimento da capital.

A investigação do MPT deve se aprofundar nos dados preliminares coletados pelo Corpo de Bombeiros Militar no local do acidente. De acordo com os socorristas, Paulo Luciano entrou no tanque de decantação sem cinto de segurança, cabos de ancoragem ou equipamentos de proteção individual adequados para o espaço confinado, portando apenas um mangote para desobstruir uma draga.

Ao liberar a passagem dos rejeitos, o trabalhador não teve sustentação mecânica para resistir ao vácuo gerado, sendo tragado pela força de sucção e soterrado por uma densa camada de lama de quase 1,70 metro de profundidade.

O procurador-chefe do MPT-PI, Marcos Duanne Barbosa, informou que o órgão fará uma devassa nas condições de segurança do trabalho oferecidas pela empresa. Serão requisitados laudos técnicos e relatórios de fiscalização para analisar se houve negligência e quais medidas administrativas ou judiciais serão aplicadas para resguardar os direitos dos familiares da vítima. 

"O Ministério Público do Trabalho está vigilante e acompanhará o caso com toda a atenção necessária", garantiu o procurador, destacando que o foco é identificar possíveis irregularidades que culminaram no soterramento.


Fonte: MPT-PI



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