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Criança é atacada por pit bull e família denuncia grosserias de médico

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Domingo - 02/10/2011 às 12:10



 Uma criança de iniciais A. C. S, foi atacada na manhã deste sábado (1º) por um cão da raça Pitt Bull, quando estava em sua própria casa, no município de Miguel Alves, a 110 quilômetros ao Norte de Teresina.

A vítima foi trazida para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas segundo o avô da criança, além da demora no atendimento, um dos médicos de plantão teria agredido verbalmente a família.
O acidente aconteceu por volta das 5h da manhã. "Ele acordou e disse para a mãe que ia fazer \'xixi\' no quintal, mas quando saiu foi surpreendido pelo cão que o atacou ferozmente. Ao ouvir os gritos, a mãe dele saiu correndo para o local e viu que o cão estava mordendo a criança. Ela apesar de ser mordida também, conseguiu retirar o garoto, em seguida, um rapaz chegou e foi obrigado a sacrificar o cão que estava bastante agressivo", ressaltou o avô da criança, Luiz Gonzaga.

Ao chegar no HUT, a criança foi recebida por três médicos que avaliaram e disseram à família que seria chamado um médico especialista (cirurgião pediatra) que daria todo o atendimento. "Nós compreendemos e aguardamos a chegada do especialista. Mas, enquanto a criança gritava de dor, eu fui aconselhado por outros profissionais do próprio hospital, que me disseram \'que lá as coisas só iam no empurrão\', que eu deveria pedir ajuda para o meu neto. Assim fiz, fui até o médico de plantão e perguntei se o médico especialista havia de demorar, mas fui surpreendido pela resposta grosseira dele, identificado apenas como doutor Guilherme, que disse \'se ele vier bem, se não azar o seu\', contou o avô revoltado.

"Em seguida, pedi que ele fosse mais educado, e ele ironicamente me disse vários palavrões e ameaçou chamar a polícia. Disse à ele que não tinha medo de ameaças e pedi respeito. Os polícias vieram e disseram que ia me colocar pra fora e me prender. Eu novamente apenas pedi respeito pela minha idade e ele novamente gritou e disse vários palavrões, dizendo que só por causa disso, ia retirar a criança da ala de emergência e colocar na fila de espera. Meu filho, e a mãe do garoto chegaram em seguida e ele também disse novamente palavrões conosco", destacou Luiz Gonzaga,que ainda ressaltou que procurará a ouvidoria do HUT e a delegacia para prestar queixa contra o médico.

O Hospital de Urgência de Teresina  por meio de sua assessoria, explicou sua versão sobre o fato.  "A criança vinda da cidade de Miguel Alves deu entrada no setor de emergência e foi atendida pelos pediatras de plantão que examinaram a criança e constataram que seria necessária a presença de um especialista (cirurgião pediatra) que sempre fica de \'sobre aviso\' no Hospital, e que é acionado em casos como este. Durante esse processo, a família da vítima que estava bastante alterado, discutiu com o médico de plantão e exigiu que ele realizasse uma cirurgia no garoto. Mas, apesar de termos dois pediatras de plantão 24 horas, é necessário, em casos mais graves, a presença de um especialista. No entanto, a família queria que o médico de plantão, doutor Guilherme, que é clínico geral, realizasse imediatamente uma cirurgia no garoto, o que é inviável. Mas, neste casos, como já frisei, é necessário um especialista, que chegou logo em seguida. Antes disso, a criança recebeu todos os cuidados necessários, foram feitos exames, suturas e ele foi encaminhado para a sala de cirurgia, de onde saiu por volta das 11h40, e já se encontra na sala de recuperação", destacou a assessora do HUT, Ana Flávia Soares.

A criança sofreu profundas mordidas nas costas, coxas e nádegas, sendo bastante complicada a cirurgia, segundo consta o prontuário do paciente no HUT.

Fonte: TVclube

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