
Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente residindo nos Estados Unidos, afirmou nesta sexta-feira (29) que pretende disputar a Presidência da República em 2026 caso seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, permaneça inelegível. Em entrevista, ele revelou que planeja realizar uma campanha totalmente virtual a partir do exterior e criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), sugerindo que uma anistia política poderia alterar o cenário jurídico até a eleição.
Entenda
Eduardo explicou que seu ingresso no PL e eventual candidatura dependerão da movimentação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e reafirmou que sua prioridade é o apoio de seu pai.
Se o meu pai não puder se candidatar, eu gostaria de sair candidato. Se o Tarcísio vier para o PL, eu não terei espaço.
O deputado, que se encontra nos EUA desde março, pediu licença de 122 dias da Câmara dos Deputados e solicitou autorização para exercer o mandato remotamente, alegando perseguição política. Ele defendeu que uma campanha presidencial totalmente virtual seria possível e compatível com o exercício remoto do mandato, usando recursos tecnológicos para se manter politicamente ativo mesmo fora do país.
Eduardo Bolsonaro também comentou suas relações com Donald Trump, admitindo ter levado ao ex-presidente norte-americano propostas de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, embora Trump tenha optado por sobretaxas de 50% sobre produtos brasileiros.
Essa movimentação de Eduardo ocorre em um contexto de críticas e processos no âmbito do Conselho de Ética da Câmara. Representações de partidos como PT e PSOL pedem investigação e possível cassação do mandato por quebra de decoro, acusando-o de conspirar contra o Judiciário e apoiar medidas de retaliação externa ao Brasil.
Nessa quinta-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a defender a cassação do parlamentar, classificando-o como um “traidor da história do país”.
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Fonte: Brasil 247