DOENÇA

Adapi amplia medidas para evitar contaminação de rebanho pelo mormo no Piauí

Após notificação do foco de mormo em Teresina, todas as medidas foram tomadas pela Adapi


Animal com mormo

Animal com mormo Foto: Reprodução

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi) interditou a Clínica de Grandes Animais do Hospital Veterinário Universitário em razão da entrada de cavalo oriundo de um haras localizado no município de Teresina, com sintomas de mormo.

Segundo o médico veterinário Idílio Moura, gerente de defesa sanitária animal da Adapi, o mormo é uma doença de notificação obrigatória e com a informação do foco, foi feita a coleta de material. “Então, enviamos o material coletado para o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), localizado em Recife, para análise e já recebemos o resultado do exame e deu positivo para o mormo”, diz Idílio, informando ainda que as medidas de saneamento para eliminação de mormo preconizadas pela Instrução Normativa nº 06, de 16 de janeiro de 2018, estão sendo adotadas, como a interdição do estabelecimento, sacrifício do equino positivo, realização de testes de diagnóstico para mormo no restante do plantel e investigação de vínculos epidemiológicos.

Idílio declara que serão feitos exames e testes em todos os animais que estavam na baia da clínica de grandes animais do Hospital Veterinário e após 30 ou 60 dias serão feitos novos testes e todos têm que dar negativos para o mormo e só então o hospital deverá ser novamente aberto. Além do hospital veterinário da UFPI também serão feitos exames em todos os animais do haras onde estava o animal contaminado.

Idílio declara que os anos de 2005 a 2017, foram registrados onze focos de mormo no Estado, destes, os dois últimos ocorreram no ano de 2017 e desde então não havia sido registrado novos casos da doença.

“O mormo é uma doença infectocontagiosa dos equídeos (muares, asininos e equinos), causada pela bactéria Burkholderia mallei, que pode ser transmitida ao homem e eventualmente a outros animais”, explica.

Os equídeos podem apresentar, dentre outros sintomas clínicos, febre, descargas nasais mucopurulentas (catarro), presença de tumores/nódulos subcutâneos e ainda apresentar pneumonia.

A infecção humana, embora rara, pode ser adquirida através do contato direto com secreções e úlceras cutâneas de animais doentes, bem como por meio de objetos contaminados ou após exposição acidental em laboratórios.

“Esta é uma doença de Notificação Obrigatória ao Serviço Veterinário Oficial, conforme a Instrução Normativa/MAPA nº 50 de 24/09/13 e trata-se de uma importante zoonose, portanto, toda suspeita de mormo deve ser notificada à Adapi”, afirma.

Fonte: CCOM

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