MAL-ENTENDIDO

Acompanhante diz ter sido agredida por segurança na portaria do HUT; hospital nega

A acompanhante de paciente denuncia agressão física por parte do segurança, mas segundo o hospital tudo foi um mal-entendido


Hospital de Urgência de Teresina - HUT

Hospital de Urgência de Teresina - HUT Foto: Arquivo/HUT

Uma mulher identificada como Marileide Alves da Silva Sousa disse que foi agredida fisicamente por um segurança na portaria interna do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) por volta das 7h desta terça-feira (14). Marileide está acompanhando sua filha, que está internada na unidade hospitalar após acidente de moto.

"Eu desci para colocar crédito no celular e tomar café, pois aqui não tem café para acompanhante. Então deixei a portaria que dá acesso às enfermarias e quando eu iria sair do hospital, percebi que havia muita gente na portaria da administração, onde tem que renovar o cadastro de acompanhante. Como a fila estava grande, resolvi não sair mais do HUT e quis retornar para dentro do hospital, pois fiquei com medo da minha filha acordar. Neste momento que tentei voltar para as enfermarias, o segurança disse que eu não entrava e me empurrou no portão, machucando o meu braço", relata Marileide Silva.

A acompanhante acusa o segurança identificado apenas como Antônio de agredi-lá fisicamente. "Estou aqui com o braço doendo, ele me empurrou e me 'tacou' no portão. Chamei a viatura da polícia, mas não veio. Ele não precisava fazer isso comigo, isso não é coisa que se faça com uma mulher", denuncia Marileide. 

O Piauí Hoje entrou em contato com a assessoria de comunicação do HUT para verificar se realmente houve agressão da parte do segurança. A assessoria informou que apurou o caso e que houve apenas um mal-entendido, o que gerou uma confusão.  De acordo com a assessoria do HUT, a acompanhante saiu para tomar café e na volta não quis renovar o cadastro - fato que acontece rotineiramente. 

"Quando a acompanhante tentou entrar novamente, o porteiro a encaminhou para a administração para que ela renovasse o cadastro. Esse é um procedimento normal, que acontece todos os dias, então não tem porque o porteiro agredir ninguém. Agora acontece muito do acompanhante ser agressivo com o porteiro e essa pessoa chegou na porta dizendo que iria entrar e o porteiro disse que não, que ela teria que renovar o cadastro antes. Nesta hora chegou um médico para entrar e ele abriu o portão, que é de correr, momento em que ela tetou entrar e ele [porteiro] apenas colocou o braço apenas para impedir a entrada dela. Ela disse que foi agredida por isso e chamou a Polícia Militar, que compareceu posteriormente e falou com o porteiro e foi embora porque viu que não aconteceu nada. A acompanhante foi para a portaria de administração, fez o cadastro e subiu normalmente", relatou a assessoria de comunicação do HUT.

A assessoria do hospital ainda enviou uma nota de esclarecimento. Confira:

"A direção do Hospital de Urgência de Teresina (HUT) esclarece que a acompanhante citada na matéria se recusou a fazer o cadastro na recepção e quis entrar no Hospital de qualquer jeito. O porteiro do plantão fez seu trabalho barrando a senhora e solicitando que a mesma retornasse para fazer a renovação do cadastro. Ela não aceitou a recomendação e forçou sua entrada. Como foi barrada novamente saiu ameaçando o porteiro. Em nenhum momento a acompanhante foi agredida. Os porteiros do HUT são capacitados para lidar com situações das mais diversas. As normas internas do Hospital são essenciais para a segurança e bem estar de seus pacientes, acompanhantes e servidores".

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