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DESTAQUE ACADÊMICO

Professor da UFPI lança capítulo de livro na Bienal Internacional de São Paulo

Guilherme Bolzani é o primeiro docente do Campus Professora Cinobelina Elvas a participar como autor do evento

Natalia Costa

14 de setembro de 2026 às 15:23 ▪ Atualizado há 27 minutos

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  • O professor Guilherme Bolzani, da UFPI, participou da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
  • Lançou um capítulo no livro "Gigantes Nascem da Queda – Volume 1".
  • É o primeiro professor do Campus Professora Cinobelina Elvas a alcançar o título de Professor Titular e a participar da Bienal.
  • Seu capítulo, "Entre o não pertencimento e o autoconhecimento", reflete sobre identidade e autoconhecimento.
  • A obra é coordenada por Adriano Moleiro, Karolina Manuel e Cidinha Perez, com textos sobre experiências pessoais e transformação.
  • Bolzani destinará um exemplar do livro ao campus com uma dedicatória especial.
  • A participação na Bienal é vista como uma conquista pessoal e profissional, além de reconhecer a importância da UFPI e do CPCE na sua trajetória.

Reprodução Guilherme Bolzani, professor da UFPI
Guilherme Bolzani, professor da UFPI

O professor Guilherme Bolzani, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), participou da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde lançou um capítulo de sua autoria na obra Gigantes Nascem da Queda – Volume 1. O evento ocorreu no dia 9 de setembro de 2026.

O professor também marca um feito inédito na história do Campus Professora Cinobelina Elvas (CPCE), em Bom Jesus. Ele foi o primeiro professor da unidade a alcançar a classe de Professor Titular, nível mais alto da carreira do magistério superior federal, e agora se tornou o primeiro docente do campus a participar como autor do lançamento de uma obra na Bienal de São Paulo.

No livro, o professor assina o Capítulo 20, intitulado “Entre o não pertencimento e o autoconhecimento”. A publicação é coordenada por Adriano Moleiro, Karolina Manuel e Cidinha Perez e reúne textos de diferentes autores sobre experiências pessoais, desafios e processos de transformação.

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Professor Guilherme Bolzani, da Universidade Federal do Piauí (UFPI) | Fpto: reprodução

Reflexão sobre pertencimento e identidade

Em seu capítulo, professor Guilherme Bolzani utiliza a própria trajetória como ponto de partida para refletir sobre pertencimento, identidade e autoconhecimento. A participação na obra amplia sua atuação para além do ensino, da pesquisa, da extensão e da inovação educacional, alcançando também a produção editorial voltada a um público mais amplo.

Para o professor, o lançamento na Bienal representa uma conquista pessoal, mas também tem relação com sua trajetória construída dentro da UFPI e do CPCE.

“Participar da Bienal Internacional do Livro de São Paulo é um momento muito significativo da minha trajetória. Ter um capítulo lançado em um evento dessa dimensão representa a consolidação de uma nova etapa e, ao mesmo tempo, carrega comigo a história da instituição e do campus onde construí grande parte da minha vida acadêmica”, destacou Bolzani.

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Obra Gigantes Nascem da Queda – Volume 1 | Foto: reprodução

Como forma de registrar o momento, o professor vai destinar ao Campus Professora Cinobelina Elvas um exemplar do livro com dedicatória especial. A obra será entregue ao professor doutor Everaldo Moreira da Silva, atual diretor do CPCE.

Segundo o professor, o gesto é uma forma de reconhecer a importância da universidade e do campus em sua trajetória profissional.

“Esse livro também passa a fazer parte da história do campus. Por isso, considero importante que um exemplar permaneça na instituição como registro desse momento”, afirmou.

O que é a Bienal Internacional do Livro de São Paulo e como surgiu

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo é um dos principais eventos literários e culturais do Brasil. Realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e organizada pela RX, a Bienal reúne editoras, escritores, leitores e profissionais do mercado editorial. Além da venda e do lançamento de livros, a programação inclui encontros com autores, debates, palestras, sessões de autógrafos e atividades culturais. Em 2026, a 28ª edição foi realizada no Distrito Anhembi, entre os dias 4 e 13 de setembro, com 269 expositores e expectativa de mais de 700 mil visitantes. 

A história do evento, porém, começou décadas antes. Em 1951, a Câmara Brasileira do Livro promoveu a primeira Feira Popular do Livro, na Praça da República, em São Paulo. A iniciativa buscava aproximar o público dos livros e trazer para o Brasil a tradição das grandes feiras literárias europeias. A experiência foi repetida em 1956, no Viaduto do Chá. 

Em 1961, a CBL, em parceria com o Museu de Arte de São Paulo (Masp), realizou a primeira Bienal Internacional do Livro e das Artes Gráficas. O evento teve novas edições em 1963 e 1965, ajudando a construir o caminho para a criação da Bienal do Livro no formato que existe atualmente. 

A 1ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo foi realizada oficialmente em 1970, no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera. O evento foi promovido pela Câmara Brasileira do Livro e contou, entre os participantes, com o escritor argentino Jorge Luis Borges. Desde então, a Bienal se consolidou como um importante espaço de encontro entre autores, leitores e o mercado editorial. 

Ao longo dos anos, o evento cresceu e mudou de endereço para acompanhar o aumento do público e do número de expositores. Em 2026, chegou à sua 28ª edição, consolidada como um grande festival literário e cultural.