IMPACTOS DAS TELAS
Teresinha Ferreira
04 de agosto de 2026 às 12:23 ▪ Atualizado há 4 horas
O impacto das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes está na agenda de 80% das escolas brasileiras, de acordo com a pesquisa TIC Educação 2025. Este número representa um aumento de 18 pontos percentuais em relação a 2024, quando 62% das instituições abordavam o tema.
Divulgada nesta terça-feira (4), a pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), vinculado ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), destaca que a integração entre escolas e famílias é essencial para a educação digital.
No ano passado, 75% dos gestores de escolas se reuniram com pais e responsáveis para tratar do uso de tecnologias, um aumento significativo em comparação a 60% em 2024. Além disso, 86% discutiram o tema com professores, frente a 68% no ano anterior.
Apesar dos avanços, as ações são desiguais entre zonas urbanas e rurais. Enquanto 72% das escolas urbanas disseram desenvolver ações voltadas aos estudantes, apenas 65% das instituições gerais o fazem. Obstáculos como baixa participação das famílias (75%) e falta de recursos de apoio (64%) foram destacados pela pesquisa.
Nas escolas que não realizam tais atividades, a falta de materiais educacionais é o principal desafio (77%), seguida pela participação das famílias (66%) e qualidade dos recursos tecnológicos (65%).
No tocante ao uso de celulares, 51% dos gestores relataram que não são permitidos em suas instituições, sendo a proibição mais comum entre turmas de anos iniciais (69%) do que no ensino médio (31%). Ademais, o uso pedagógico do celular é mais frequente em regiões com dificuldades de conectividade.
Renata Mielli, coordenadora do CGI.br, afirma que políticas públicas e regulação são cruciais para proteger as crianças online. Ela salienta a necessidade de se compreender tecnologias complexas como algoritmos para garantir um ambiente digital seguro para os jovens.
Fonte: Agência Brasil
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