Economia

INFLAÇÃO

Inflação de agosto registra -0,32%, a menor em quatro anos

Queda nos preços da energia e alimentos contribuiu para deflação, aponta IBGE

Teresinha Ferreira

11 de setembro de 2026 às 10:09 ▪ Atualizado há 2 horas

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  • O IPCA de agosto registrou deflação de -0,32%, a menor desde 2022.
  • A comparação com julho mostra uma variação de 0,07%.
  • A inflação acumulada de 12 meses é de 4,22%, a menor desde março de 2026.
  • A redução nas contas de luz devido ao Bônus de Itaipu foi um fator chave para a deflação.
  • Houve diminuição nos preços de alimentos como batata, cenoura e cebola.
  • Transportes, incluindo passagens aéreas e combustíveis, também contribuíram para a queda.
  • O índice reflete o custo de vida para famílias com renda de até 40 salários mínimos.
  • O índice de difusão, que mede a extensão da alta de preços, ficou em 54%.
  • A estimativa do Boletim Focus para agosto era de -0,23%.
  • A expectativa de inflação para o final de 2026 é de 5%, dentro da meta do CMN.

Agência Brasil Inflação
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto apresentou uma deflação de -0,32%, a menor taxa desde 2022, conforme dados do IBGE. Em comparação, o índice foi de 0,07% em julho.

Essa variação negativa acumulou uma inflação de 4,22% nos últimos 12 meses, o menor valor desde março de 2026. Uma das principais influências foi o Bônus de Itaipu, que reduziu as contas de luz em 7,63% em média, puxando o IPCA para baixo.

Além da energia, a queda nos preços dos alimentos e transportes também contribuiu. Os preços de batata-inglesa, cenoura e cebola tiveram reduções significativas, enquanto passagens aéreas e combustíveis mostraram tendência de baixa.

O IPCA, calculado em diversas regiões, reflete o custo de vida para famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, abrangendo 377 subitens. O índice de difusão, que indica a extensão da alta de preços, manteve-se em 54%.

Segundo o Boletim Focus do Banco Central, a estimativa de mercado para agosto era de -0,23%. A expectativa de inflação para o final de 2026 é de 5%, dentro da meta do Conselho Monetário Nacional, que estipula um intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%.

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Fonte: Agência Brasil