Economia

Golpes de engenharia social

Fraudes no Brasil: engenharia social é responsável por 40% dos casos

Golpes exploram confiança das vítimas com falsos call centers e operações policiais.

Da Redação

22 de agosto de 2026 às 11:44 ▪ Atualizado há 51 minutos

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  • Golpes de engenharia social são responsáveis por 40% das fraudes financeiras no Brasil.
  • Táticas incluem falsos call centers e simulações de operações policiais.
  • Foram registrados mais de 9 milhões de indícios de fraude no primeiro semestre de 2026, com um aumento de 10,26%.
  • A engenharia social representa mais de 3,6 milhões desses casos.
  • O celular é usado em 78% das fraudes, e o Pix em 85%.
  • Técnicas como clonagem de voz e documentos falsificados são cada vez mais sofisticadas.
  • A engenharia social afeta a camada humana da segurança.
  • A Resolução 501 do Banco Central e o Registro Unificado de Fraudes ajudam a combater as fraudes.
  • Recomendações incluem aliar tecnologia a comportamentos preventivos e desconfiar de urgências.

Agência Brasil Fraudes no Brasil: engenharia social é responsável por 40% dos casos

Golpes de engenharia social são responsáveis por 40% das fraudes financeiras no Brasil, de acordo com pesquisa da Quod, especialista em inteligência de dados. As táticas incluem falsos call centers e até simulações de operações policiais para enganar as vítimas e obter dados ou transferências financeiras.

A pesquisa revela que, no primeiro semestre de 2026, foram registrados mais de 9 milhões de indícios de fraude, um aumento de 10,26% em comparação ao semestre anterior. Desses, a engenharia social foi responsável por mais de 3,6 milhões de casos.

O celular é o principal canal utilizado nos golpes, presente em 78% das ocorrências, enquanto o Pix é usado em 85% dos casos. Técnicas sofisticadas, como clonagem de voz e documentos falsificados, tornam os ataques cada vez mais persuasivos.

Para José Oliveira, diretor de Tecnologia da Certta, a engenharia social afeta a camada humana da segurança, diferente das fraudes que atacam sistemas. Ele alerta que a inteligência artificial utilizada em medidas antifraude precisa ser adaptada para identificar sinais de risco antes do prejuízo.

A Resolução 501 do Banco Central tem fortalecido o combate a fraudes por meio de um maior compartilhamento de informações e do Registro Unificado de Fraudes (Rufra), que ajuda a identificar padrões fraudulentos.

Apesar dos avanços tecnológicos, os golpes continuam a crescer. Danilo Coelho, da Quod, recomenda que consumidores aliem a tecnologia a um comportamento preventivo, desconfiando de urgências e validando contatos suspeitos diretamente com as instituições.

Fonte: Agência Brasil