Economia

POUPANÇA

Retiradas superam depósitos na poupança em R$ 10,5 bilhões em agosto

Saldo da poupança registra déficit pelo terceiro mês consecutivo, aponta Banco Central.

Teresinha Ferreira

10 de setembro de 2026 às 14:32 ▪ Atualizado há 37 minutos

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  • Em agosto, os brasileiros retiraram R$ 10,5 bilhões a mais do que depositaram na poupança.
  • Este foi o terceiro mês consecutivo de déficit na poupança.
  • Depósitos totalizaram R$ 357,7 bilhões enquanto os saques foram de R$ 368,2 bilhões.
  • Rendimentos creditados somaram R$ 6,5 bilhões.
  • O saldo total da poupança é de pouco mais de R$ 1 trilhão.
  • No ano até agosto, o saldo líquido de retiradas é de R$ 57,1 bilhões.
  • A manutenção elevada da Selic, atualmente em 14% ao ano, influencia este movimento.
  • Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic esteve em 15%, a maior dos últimos 20 anos.
  • A Selic visa manter a meta de inflação de 3%, com uma margem de 1,5 ponto percentual.
  • O IBGE anunciou que, em julho, a inflação caiu para 0,07%.
  • O IPCA acumulou 4,44% em 12 meses, dentro da meta.
  • O índice de inflação de agosto será divulgado em breve.

Agência Brasil Poupança
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Brasileiros retiraram R$ 10,5 bilhões a mais do que depositaram na caderneta de poupança em agosto, segundo relatório divulgado pelo Banco Central (BC). Este é o terceiro mês seguido em que o saldo da poupança apresenta déficit.

No último mês, foram registrados depósitos de R$ 357,7 bilhões contra saques de R$ 368,2 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,5 bilhões, enquanto o saldo total da poupança permanece pouco acima de R$ 1 trilhão.

No acumulado do ano até agosto, o saldo líquido de retiradas já alcança R$ 57,1 bilhões. Esse movimento de saques tem relação com a manutenção da Selic em níveis elevados, incentivando investimentos de maior retorno. A taxa básica de juros, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), está em 14% ao ano.

Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic permaneceu em 15%, a maior taxa dos últimos 20 anos. O Copom passou a reduzir os juros a partir de março, mas conflitos no Oriente Médio e aumentos dos preços de combustíveis e alimentos tornaram difícil a continuidade da queda.

A Selic é o instrumento do BC para assegurar a meta de inflação de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O aumento dessa taxa busca conter a demanda e ajustar os preços, mas também encarece o crédito e incentiva a poupança.

O IBGE divulgou que, em julho, a inflação oficial caiu para 0,07%, com alimentos contribuindo para esta diminuição. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou 4,44% em 12 meses, dentro da margem de tolerância da meta. A inflação de agosto será divulgada nesta sexta-feira, dia 11.

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Fonte: Agência Brasil