Economia

RENEGOCIAÇÃO DE DIVIDAS

Caixa renegocia R$ 5,5 bilhões em dívidas pelo Desenrola Brasil

Programa oferece descontos de até 90% e abrange dívidas com empresas, famílias e estudantes.

Teresinha Ferreira

26 de junho de 2026 às 12:35 ▪ Atualizado há 1 hora

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  • A Caixa Econômica Federal renegociou R$ 5,5 bilhões em dívidas através do programa Novo Desenrola Brasil.
  • O desconto médio nas renegociações foi de 79,3%.
  • Os valores renegociados estão distribuídos em R$ 460,66 milhões para Desenrola Famílias, R$ 2 bilhões para Desenrola Empresas e mais de R$ 3 bilhões para Desenrola Fies.
  • Aproximadamente R$ 3,5 milhões foram renegociados no programa Desenrola Rural.
  • Desenrola Famílias inclui pessoas físicas com renda de até cinco salários-mínimos, com condições especiais como juros de 1,99% ao mês e prazos de 12 a 48 meses.
  • O programa abrange contratos com atrasos de 91 a 720 dias, assinados até 31 de janeiro de 2026.
  • Em 2026, o endividamento e a inadimplência das famílias brasileiras aumentaram, com 81,6% das famílias endividadas em maio.
  • A inadimplência foi de 29,9% em maio, aumento de 0,2% em relação ao mês anterior.
  • Espera-se um crescimento contínuo no endividamento, apesar do Desenrola 2.0, que gera expectativas de desaceleração na inadimplência.

Caixa renegocia R$ 5,5 bilhões em dívidas pelo Desenrola Brasil

A Caixa Econômica Federal anunciou que renegociou R$ 5,5 bilhões em dívidas através do programa Novo Desenrola Brasil. O banco informou que houve um desconto médio de 79,3% nas renegociações.

Do montante total, R$ 460,66 milhões são do Desenrola Famílias, R$ 2 bilhões referem-se ao Desenrola Empresas e mais de R$ 3 bilhões ao Desenrola Fies. Aproximadamente R$ 3,5 milhões foram renegociados no segmento Desenrola Rural.

O Desenrola Famílias atende pessoas físicas com renda de até cinco salários-mínimos, oferecendo condições especiais, como juros de 1,99% ao mês e prazos de pagamento entre 12 e 48 meses, com parcelas mínimas de R$ 50.

O programa contempla contratos assinados até 31 de janeiro de 2026, que tenham atrasos de 91 a 720 dias.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em 2026, o endividamento e a inadimplência das famílias brasileiras têm aumentado. Em maio, 81,6% das famílias estavam endividadas, uma elevação de 0,7% em relação ao mês anterior.

A CNC também observou um crescimento nas taxas de inadimplência, que alcançaram 29,9% em maio, aumentando 0,2% em comparação com o mês anterior.

As perspectivas da CNC para os meses seguintes indicam um contínuo crescimento no endividamento, ainda que a chegada do Desenrola 2.0, lançado este ano, tenha gerado expectativas de desaceleração nos indicadores de inadimplência.

Fonte: Agência Brasil



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