Economia

MERCADO DE TRABALHO

Brasileiro ainda prefere emprego com carteira assinada, aponta pesquisa

Estabilidade e direitos trabalhistas seguem como principais fatores de escolha, mesmo com avanço de trabalhos informais e por aplicativos

Da Redação

Sexta - 10/04/2026 às 08:41



Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Carteira de Trabalho Digital
Carteira de Trabalho Digital

O emprego com carteira assinada continua sendo o modelo mais desejado pelos brasileiros, segundo pesquisa recente divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o levantamento, 36,3% dos trabalhadores que buscaram uma nova ocupação apontaram o regime formal como a opção mais atrativa, superando alternativas como o trabalho autônomo (18,7%) e o informal (12,3%).

Mesmo com o crescimento de formatos mais flexíveis — como atividades por aplicativos e contratação como pessoa jurídica — a estabilidade e o acesso a direitos trabalhistas continuam pesando na decisão dos profissionais.

Jovens lideram preferência pela formalidade

A preferência pela carteira assinada é ainda mais forte entre os jovens. Segundo a pesquisa, 41,4% das pessoas entre 25 e 34 anos optam pelo emprego formal, enquanto entre os jovens de 16 a 24 anos o índice chega a 38,1%, ambos acima da média geral.

Satisfação no trabalho e baixa mobilidade

O estudo também mostra um alto nível de satisfação entre os trabalhadores brasileiros. Cerca de 95% afirmaram estar satisfeitos com a ocupação atual, sendo 70% muito satisfeitos. Esse cenário ajuda a explicar a baixa movimentação no mercado: apenas 20% dos entrevistados disseram ter procurado um novo emprego recentemente.

Por outro lado, o levantamento aponta um desafio: cerca de 20% dos trabalhadores afirmaram não encontrar oportunidades que considerem atrativas.

Contexto do mercado de trabalho

Os dados reforçam a importância do emprego formal em um momento em que o Brasil ainda amplia vagas com carteira assinada. Somente em fevereiro de 2026, o país criou mais de 255 mil postos formais, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

Fonte: Agência Brasil

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