Economia

JUROS

Banco Central reduz juros básicos para 13,75% ao ano

Copom decide por unanimidade cortar a Selic em meio a tensões globais e clima adverso.

Teresinha Ferreira

16 de setembro de 2026 às 18:39 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • O Banco Central reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano pela quinta vez consecutiva.
  • A decisão foi unânime e esperada pelo mercado financeiro.
  • A redução ocorre em meio a incertezas no cenário global, incluindo tensões no Oriente Médio e o fenômeno El Niño.
  • A Selic estava em 15% desde junho de 2025 até março deste ano.
  • A inflação desacelerou para 4,22% nos últimos 12 meses, influenciando o corte na taxa.
  • O BC pretende estimular a economia com essa medida, mas enfrenta o risco de inflação descontrolada.
  • A previsão do PIB para 2026 foi elevada para 2%, apesar de projeções de mercado serem menores.

Agência Brasil Banco Central
Banco Central

O Banco Central (BC) decidiu reduzir a taxa Selic pela quinta vez consecutiva, estabelecendo os juros básicos da economia em 13,75% ao ano. A decisão, tomada por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária (Copom), era esperada pelo mercado financeiro.

A medida ocorre em um cenário delicado, com conflitos no Oriente Médio e o início do fenômeno climático El Niño afetando a economia global. "O ambiente externo permanece incerto", afirmou o BC em comunicado, ressaltando a volatilidade dos preços de ativos e commodities.

Historicamente, de junho de 2025 a março deste ano, a Selic havia sido mantida em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas. Contudo, a queda recente da inflação impulsionou o Copom a ajustar a taxa para enfrentar os desafios econômicos atuais.

O BC observa que, apesar da inflação oficial, medida pelo IPCA, ter desacelerado para 4,22% nos últimos 12 meses, fatores como a alta dos alimentos devido ao El Niño representam novas ameaças à estabilidade dos preços.

A decisão de reduzir a Selic pretende impulsionar a economia, tornando o crédito mais acessível e incentivando o consumo e a produção. No entanto, há o risco de descontrole inflacionário, sendo este um dilema enfrentado pelo Copom.

No último Relatório de Política Monetária, o BC elevou a previsão de crescimento do PIB para 2% em 2026. Já o mercado, segundo o boletim Focus, projeta uma expansão menor, de 1,89%.

Fonte: Agência Brasil