Economia

REGULAMENTAÇÃO FINANCEIRA

Banco Central estabelece novas regras para criptoativos no Brasil

Empresas de ativos digitais terão exigências financeiras similares às corretoras, diz Banco Central

Teresinha Ferreira

01 de julho de 2026 às 20:28 ▪ Atualizado há 3 horas

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  • O Banco Central do Brasil aprovou novas regras para prestadoras de serviços de ativos virtuais, vigentes a partir de 2027.
  • As regras buscam aumentar a segurança financeira e reduzir riscos para clientes e mercados.
  • As SPSAVs deverão seguir exigências semelhantes às das corretoras de valores, incluindo gerenciamento de riscos e manutenção de capital mínimo.
  • As empresas serão classificadas como instituições do Tipo 3, com uma transição gradual até 2028 para o Segmento 4.
  • Instituições do Segmento 5 não poderão prestar serviços relacionados a ativos virtuais.
  • A regulamentação visa reduzir riscos sistêmicos e melhorar a governança e combate à lavagem de dinheiro.
  • As normas integram um processo regulatório iniciado em novembro passado, com complementação do Conselho Monetário Nacional.
  • As regras incluem requisitos de sigilo de dados, auditoria independente e práticas financeiras tradicionais aplicadas ao setor de criptoativos.

Banco Central estabelece novas regras para criptoativos no Brasil

O Banco Central (BC) do Brasil aprovou novas regras para prestadoras de serviços de ativos virtuais (SPSAVs), que entrarão em vigor a partir de 2027. A medida visa aumentar a segurança do sistema financeiro e reduzir riscos para clientes e mercados.

Conforme especificado na Resolução nº 580, as SPSAVs deverão cumprir exigências prudenciais semelhantes às das corretoras de valores mobiliários. Essas exigências incluem políticas de gerenciamento de riscos, manter capital mínimo para cobrir perdas e divulgar informações financeiras regularmente.

As novas regulamentações classificam essas empresas na categoria de instituições do Tipo 3, sujeitas a regras similares às das corretoras. A transição será gradual, com enquadramento no Segmento 4 (S4) até 2028, proibindo instituições do Segmento 5 (S5) de prestarem serviços relacionados a ativos virtuais.

O BC afirma que o alinhamento com as regras financeiras tradicionais busca reduzir a possibilidade de riscos sistêmicos. As regras fazem parte de um processo mais amplo de regulamentação visando melhorar a governança e combater a lavagem de dinheiro no setor.

Desde novembro do ano passado, o Banco Central começou a formalizar normas para o mercado de criptoativos no Brasil. As exigências foram complementadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que introduziu similaridades com as práticas tradicionais financeiras.

Este movimento amplia a regulação do setor, estabelecendo requisitos mais rígidos, como a obrigação de manter sigilo sobre dados de clientes e exigindo auditoria independente das empresas de criptoativos.

Fonte: Agência Brasil



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