DESPERDÍCIO
Por Luiz Brandão
03 de agosto de 2026 às 17:57 ▪ Atualizado há 1 hora
Em pleno início do período mais seco do ano no Piauí, um vazamento na rede de abastecimento de água desperdiça milhares de litros na Rua Ocilio Lago, na Ininga, na zona Leste de Teresina, próximo ao condomínio Santa Marta e nas proximidades da Universidade Federal do Piauí (UFPI). O problema persiste há mais de uma semana, e a empresa Águas de Teresina, responsável pelo serviço, ainda não realizou o reparo definitivo.
De acordo com denúncias de moradores, o vazamento ocorre em um trecho da tubulação e a água corre pela via pública sem qualquer intervenção eficaz. A reportagem do portal entrou em contato com a assessoria da Águas de Teresina na sexta-feira (31/07) para informar a situação, mas até o momento não houve solução.
Funcionários de uma empresa prestadora de serviços terceirizada pela Águas de Teresina estiveram no local por duas vezes. Em ambas as ocasiões, apenas um cavalete com sinalização foi instalado para alertar motoristas e pedestres sobre o problema. No entanto, o conserto da tubulação não foi executado, e a água continua sendo desperdiçada.
A situação preocupa ainda mais pelo contexto climático. O Piauí vive o início do período de estiagem, quando a escassez de chuvas torna a água um recurso ainda mais valioso. O desperdício de milhares de litros, nesse cenário, agrava o risco de desabastecimento e onera os custos do sistema.
Perdas de água em Teresina: avanços e desafios
No início deste ano, a Água de Teresina divulgou informações do Instituto Trata Brasil. Os dados mostram que Teresina tem avançado no controle de perdas de água. Segundo o estudo, em 2025, a capital registrou 24,2% de perdas na distribuição, o que a coloca como a 2ª melhor entre todas as capitais brasileiras dentro do patamar de excelência operacional definido pelo Instituto. A média nacional é de 40,3% .
Para a Águas de Teresina, a evolução é significativa. Segundo ela, em 2017, quando a empresa iniciou suas operações, o índice de perdas era superior a 68%. A queda para 24,2% representa uma redução de mais de 43 pontos percentuais. A meta da concessionária é reduzir para 25% até 2027.
Entre janeiro e outubro de 2025, a empresa realizou mais de 70 mil manutenções preventivas e corretivas, uma média de 240 serviços por dia. Apesar desses números, casos como o da Rua Ocilio Lago mostram que ainda há gargalos no atendimento a ocorrências pontuais.
A reportagem procurou a concessionária para esclarecimentos sobre a demora no reparo e as medidas adotadas. O espaço está aberto para manifestação da empresa.

Fonte: Piauí Hoje
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