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SAÚDE ANIMAL

Dia Mundial da Raiva reforça importância da vacinação de cães e gatos em Teresina

FMS alerta para os sinais da doença e orienta população sobre como agir em caso de mordida ou arranhadura

Da Redação

28 de setembro de 2026 às 12:44 ▪ Atualizado há 41 minutos


FMS Cão sendo vacinado contra a raiva
Cão sendo vacinado contra a raiva

O Dia Mundial da Raiva, celebrado nesta segunda-feira (28), reforça a importância da prevenção e dos cuidados para evitar a transmissão da doença, que pode atingir animais e seres humanos. Em Teresina, a vigilância é realizada pela Gerência de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS), que destaca a vacinação de cães e gatos como uma das principais medidas para controlar a circulação do vírus.

A raiva é uma doença viral grave que afeta mamíferos e compromete o sistema nervoso. A transmissão ocorre principalmente pela saliva de animais infectados, especialmente por meio de mordidas. Também existe risco quando a saliva entra em contato com ferimentos, arranhões ou mucosas.

Segundo João Pereira, coordenador do Programa de Raiva e Leishmaniose da FMS, a doença apresenta diferentes ciclos de transmissão.

“A transmissão ocorre principalmente por meio de mordidas de animais infectados, cujo vírus está presente na saliva. Contudo, também há risco considerável quando a saliva entra em contato com arranhões, feridas pré-existentes ou mucosas”, informa.

A circulação do vírus é dividida em ciclo urbano, relacionado principalmente a cães e gatos; ciclo rural, associado sobretudo aos morcegos hematófagos e aos herbívoros; e ciclo silvestre, mantido entre animais selvagens.

Vacinação é principal forma de prevenção

Em Teresina, a vacina antirrábica para cães e gatos é oferecida gratuitamente durante todo o ano na Gerência de Zoonoses, além das campanhas de vacinação realizadas anualmente em diferentes pontos da cidade.

A vacinação dos animais, aliada à vigilância epidemiológica, é uma das principais estratégias para evitar a circulação do vírus e proteger também a população.

Os tutores devem observar mudanças de comportamento nos animais. Entre os sinais que podem aparecer estão isolamento repentino, agressividade, agitação, dificuldade para engolir, salivação excessiva e alterações na vocalização. Em fases mais avançadas, também podem ocorrer falta de coordenação motora e paralisia dos membros.

“Os tutores e a população em geral devem ficar atentos a alterações repentinas de comportamento, como o isolamento voluntário, além de quadros de agressividade, agitação, dificuldade para engolir, salivação excessiva e mudanças perceptíveis na vocalização. Em estágios mais avançados, também podem surgir falta de coordenação motora e paralisia dos membros”, alerta João Pereira.

O que fazer em caso de contato

A orientação é não tocar nem tentar capturar animais que apresentem sinais suspeitos. A população deve comunicar imediatamente os serviços de saúde ou de vigilância.

Em situações de mordida, arranhadura ou contato da saliva de um animal suspeito com a pele ou mucosas, a recomendação é lavar imediatamente o local com água e sabão e procurar uma unidade de saúde para avaliação médica.

“Nos casos em que ocorrer o contato acidental com animais suspeitos — seja por mordida, arranhadura ou contato salivar —, a indicação é lavar o local atingido imediatamente com água e sabão e procurar de pronto uma unidade de saúde para avaliação médica”, ressalta.

A FMS reforça que a prevenção da raiva depende da vacinação dos animais, da identificação de situações suspeitas e da busca rápida por atendimento após possíveis exposições.

“Reforçar as ações de prevenção da raiva é essencial para proteger integradamente tanto a saúde animal quanto a saúde humana”, finaliza João Pereira.


Fonte: FMS