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A Ponte Metálica João Luís Ferreira, que conecta Teresina (PI) a Timon (MA), será interditada temporariamente nesta quarta-feira (26), das 14 às 17 horas para reparos estruturais emergenciais. A interdição foi solicitada pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte de Timon (SMTT) e será executada pela Ferrovia Transnordestina Logística (FTL), responsável pela administração da ponte.
A medida ocorre após uma inspeção constatar danos severos nos pilares de sustentação da ponte, agravados pela erosão do leito do rio Parnaíba e pela corrosão dos elementos metálicos da estrutura, construída em 1910. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Piauí (Crea-PI) apontou que as falhas são resultado de deficiências na manutenção ao longo dos anos.
Durante o período de interdição, a SMTT orienta motoristas a utilizarem rotas alternativas, como as pontes Engenheiro Antônio Noronha (Ponte Nova) e a Ponte Presidente José Sarney (Ponte da Amizade), para evitar congestionamentos e transtornos no trânsito. A previsão é de que a manutenção preventiva seja concluída dentro do prazo estipulado, mas novas interdições podem ser necessárias caso sejam identificados riscos adicionais à segurança da ponte.
A Ponte Metálica João Luís Ferreira é uma importante via de acesso entre as duas cidades, especialmente para moradores da Zona Norte e Leste de Teresina. As pontes Engenheiro Antônio Noronha (Ponte Nova) e a Ponte Presidente José Sarney (Ponte da Amizade), mencionadas como alternativas durante a interdição, conectam o Centro e a Zona Sul de Teresina a Timon. Ambas são opções viáveis para desviar o trânsito enquanto a Ponte Metálica passa por manutenção.
Recentemente, o CREA/PI e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, divulgaram relatórios apontando a necessidade urgente de manutenção e reforço estrutural na Ponte Metálica, devido à corrosão avançada em algumas partes da estrutura. O estudo, realizado nos últimos 45 dias, destacou a presença de ferrugem e corrosão elevada em alguns pontos da ponte. Além disso, o Ministério Público Federal (MPF) no Piauí instaurou um inquérito para identificar o responsável pela manutenção da ponte, uma vez que a falta de clareza sobre a titularidade tem dificultado ações efetivas de reparo.